Caso Henry Borel: Justiça libera acesso a notebook a quatro dias do júri

Decisão ocorre às vésperas do julgamento e aumenta tensão entre defesa e acusação no Rio

A quatro dias do início do julgamento do caso Henry Borel, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou o acesso ao conteúdo do notebook de Leniel Borel, pai da criança. A decisão foi tomada pela juíza Elizabeth Machado Louro durante audiência realizada nesta quinta-feira.

O encontro reuniu advogados de defesa, acusação e jurados para alinhar os procedimentos do júri,

O clima da audiência foi de tensão, especialmente diante da discussão sobre o acesso ao material apreendido durante as investigações.

Decisão sobre notebook muda rumo da audiência

Inicialmente, a magistrada havia negado o acesso ao conteúdo do equipamento. No entanto, voltou atrás e autorizou a expedição de ofício para permitir que as partes consultem os dados.

O material foi extraído por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, ligado à Polícia Civil. Pela decisão, tanto defesa quanto acusação poderão apresentar o conteúdo durante o julgamento.

Caso a extração dos dados seja considerada inviável pelo instituto, o júri seguirá normalmente, sem prejuízo ao andamento do processo.

Defesa tentou adiar julgamento, mas pedido foi negado

O pedido de acesso ao notebook partiu da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, acusado de participação na morte do enteado. A solicitação também foi reforçada por representantes da OAB RJ.

Durante a audiência, houve ainda um pedido para adiamento do júri por pelo menos 30 dias, a fim de analisar o conteúdo do material. A juíza negou a solicitação, mantendo o cronograma do julgamento.

Ficou acordado entre as partes que eventuais questionamentos sobre nulidades serão analisados no início da sessão do júri.

Regras definidas para o julgamento do caso

A Justiça também estabeleceu diretrizes para o funcionamento do júri. Cada acusado poderá contar com até cinco advogados no plenário.

Testemunhas estão proibidas de se manifestar publicamente ou conceder entrevistas até o fim do julgamento. Aquelas que permanecerem no plenário terão os celulares recolhidos e ficarão incomunicáveis, assim como os jurados.

Os depoimentos não serão transmitidos ao vivo, medida adotada para preservar a lisura do processo.

O tempo de debate será de três horas para a acusação e três horas para as defesas, que dividirão o período entre si.

A babá Thayná Oliveira Ferreira, investigada por falso testemunho, será intimada para depor, mas não será obrigada a comparecer por estar vinculada a um processo conexo.

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