Ação mira esquema estadual de venda ilegal de cobre e apreende carros de luxo; vídeo

A Polícia Civil cumpre 19 mandados na Zona Oeste carioca e em São Paulo contra grupo investigado por furtar, transportar e comercializar cabos de cobre

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A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (23) uma operação contra um grupo investigado pelo furto e venda ilegal cabos de cobre. Segundo as investigações, os cabos furtados no Rio estavam sendo transportados e vendidos em São Paulo. Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, 13 mandados são cumpridos em São Paulo e seis no Rio, nos bairros de Santa Cruz, Bangu e Magalhães Bastos, na Zona Oeste. A ação é conduzida por agentes da 38ª DP (Brás de Pina), com apoio da Polícia Civil de São Paulo e da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio.

Na capital fluminense, os agentes também fiscalizam os ferros-velhos que são alvo da investigação. O objetivo da ofensiva é identificar os diferentes envolvidos na cadeia investigada, desde a retirada dos cabos até o transporte, a receptação e a comercialização do cobre.

Em São Paulo, os policiais apreenderam celulares de investigados, tablets, dispositivos de armazenamento, cinco carros, sendo quatro de alto valor comercial, além de documentos contábeis e registros relacionados a transações financeiras de empresas e dos investigados. Segundo a polícia, o material será analisado pelos investigadores e poderá ajudar a identificar outros envolvidos e esclarecer a movimentação dos valores relacionados ao esquema. Assista abaixo:

A investigação começou após a prisão em flagrante de caminhoneiros que transportavam metais para outro estado. Durante a perícia, os policiais identificaram cabos de telefonia usados por concessionárias de telecomunicações. Segundo os investigadores, os cabos haviam sido queimados de forma proposital para dificultar a identificação da origem do material e retirar as inscrições das empresas proprietárias.

Em reportagem anterior, a Agenda do Poder desvendou o mercado paralelo por trás do furto de cabos de cobre. A própria prática de queimar os cabos, segundo afirmou o delegado Allan Luxardo, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), é uma maneira dos criminosos tornarem impossível rastrear a origem do cobre.

Investigação mira ferros-velhos

A partir do trabalho de inteligência, os agentes identificaram indícios de que estabelecimentos de reciclagem no Rio recebiam grandes quantidades de cobre que seriam provenientes de furtos. O material teria como principal origem cabos de empresas de energia elétrica e telecomunicações e, posteriormente, seria levado para São Paulo para comercialização.

Os envolvidos no esquema são investigados pelos crimes de associação criminosa, receptação qualificada, furto e lavagem de capitais, além de outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

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