A batalha pelo passageiro: como o governo federal decidirá o futuro de Galeão e Santos Dumont

Expansão do aeroporto internacional depende de decisões de Brasília sobre o equilíbrio da aviação no Rio

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Aziz Baçalo

O futuro do Galeão voltou a depender diretamente de Brasília. A nova concessionária do aeroporto, a Aena, prevê cerca de R$ 1 bilhão em investimentos privados nos próximos três anos, mas a retomada do terminal internacional continuará condicionada à política federal para o Santos Dumont, especialmente ao limite de passageiros autorizado para o aeroporto do centro da cidade.

A limitação imposta ao Santos Dumont foi desenhada para redistribuir a demanda aérea e aumentar a atratividade do Galeão. O governo federal discute flexibilizar o teto atual, e a decisão será acompanhada de perto por empresas aéreas, concessionárias, governo estadual e prefeitura. A mudança pode reduzir a pressão operacional sobre o Santos Dumont, mas também reabre a disputa sobre a capacidade de o Galeão recuperar rotas e conexões.

A Aena assumiu a gestão do terminal em outubro e apresentou projetos para ampliar a conectividade, atrair atividades comerciais e fortalecer a operação logística da Ilha do Governador. Entre os investimentos previstos estão hotel, centro de testes automotivos e hangares, com expectativa de geração de empregos e novos negócios no entorno do aeroporto.

Para o Rio, a discussão transcende o setor aéreo. A definição federal afeta turismo, circulação de cargas, atração de investimentos e arrecadação. A decisão sobre o teto do Santos Dumont será, na prática, uma escolha sobre qual modelo de aviação Brasília pretende consolidar para o estado.

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