Zema suspende vídeos contra STF e muda estratégia de campanha

Aliados temem desgaste institucional e preferem tom mais moderado; críticas ao STF passam a ser feitas apenas em entrevistas e debates.

A campanha do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decidiu suspender a publicação de novos vídeos satíricos com críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal. A mudança marca uma inflexão na estratégia adotada nos últimos dias, após a repercussão do conteúdo nas redes sociais.

Segundo interlocutores próximos, a orientação agora é evitar novos embates diretos com a Corte. Um assessor afirmou que o objetivo é não posicionar o pré-candidato como “um radical contra o Supremo”. A informação é do colunista Lauro Jardim, de O Globo.

Mudança de estratégia

A decisão estabelece que eventuais menções ao STF ocorram apenas em contextos mais formais, como entrevistas e debates — e, ainda assim, quando houver provocação direta.

Nos bastidores, a avaliação é de que a continuidade dos vídeos poderia ampliar o desgaste institucional e afastar setores do eleitorado. A estratégia passa, portanto, por uma moderação do discurso público.

Repercussão e cautela

Apesar da visibilidade alcançada com os conteúdos satíricos, integrantes da campanha avaliam que o cenário exige cautela. Entre os fatores considerados está o risco de reações no campo jurídico.

Aliados também mencionam preocupações com desdobramentos relacionados ao chamado inquérito das fake news, conduzido no âmbito do STF, o que teria influenciado a decisão de interromper os vídeos.

Crescimento na intenção de votos

A mudança ocorre em paralelo a um avanço nos indicadores internos da campanha. De acordo com monitoramento citado por aliados, o nome de Romeu Zema teria passado de 3% para 7% nas intenções de voto para a Presidência após a polêmica recente.

O dado reforçou a percepção de que a exposição trouxe ganhos de visibilidade, mas também aumentou a necessidade de calibrar o tom da campanha para as próximas etapas.

Novo posicionamento

Com a nova diretriz, a campanha busca manter a presença no debate público sem intensificar o confronto com o Judiciário. A ideia é preservar o espaço conquistado nas pesquisas e evitar novos episódios de tensão institucional.

O reposicionamento indica uma tentativa de equilíbrio entre engajamento nas redes e construção de uma imagem mais moderada diante do eleitorado.

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