A inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal intensificou a movimentação política em Brasília e provocou reações no campo da direita. Nesta quarta-feira, Zema se reuniu com parlamentares no Congresso e anunciou a intenção de apresentar um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes.
A iniciativa ocorre após o ex-governador ser incluído na investigação por decisão relacionada ao pedido encaminhado ao relator do caso, Alexandre de Moraes. O motivo foi a publicação de um vídeo com críticas e sátiras a integrantes da Corte. Zema reagiu publicamente e classificou a medida como “absurda”, além de voltar a divulgar o conteúdo nas redes sociais.
Articulação no Congresso
Durante agenda em Brasília, Zema esteve acompanhado de aliados, como o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), e defendeu mudanças no funcionamento do Supremo. Entre as propostas mencionadas estão o fim de decisões monocráticas e a criação de limite de idade para ministros.
A movimentação ocorre em meio a um cenário de pré-campanha para as eleições de 2026, no qual o ex-governador é citado como possível nome competitivo dentro do campo da direita.
Apoio de Flávio Bolsonaro
O caso também repercutiu fora da capital federal. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio a Zema durante agenda em Mato Grosso, onde participou de compromissos ligados ao agronegócio.
“Minha solidariedade ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância no Judiciário”, afirmou o senador. Ele também declarou ver tentativa de interferência eleitoral por parte da Corte: “Tentam nos enquadrar por opiniões e isso acaba desequilibrando a disputa eleitoral”.
As declarações marcam uma mudança no tom adotado recentemente pelo parlamentar, que vinha evitando críticas diretas ao Judiciário.
Cenário eleitoral e especulações
Apesar de ser citado nos bastidores como possível integrante de uma chapa presidencial, Zema negou tratativas para ocupar o posto de vice em 2026. Segundo ele, não há conversas formais nesse sentido e a tendência é de múltiplas candidaturas no campo político ao qual pertence.
“Não houve pedido formal para ninguém ser vice. A direita terá bons candidatos e estará unida no segundo turno”, disse.
Ainda assim, aliados seguem defendendo o nome do ex-governador. Cabo Gilberto Silva chegou a afirmar que Zema seria o “vice dos sonhos” para o grupo político.
Agenda e acenos ao agro
Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro participou de evento do setor agropecuário e intensificou acenos ao segmento, com promessas de crédito mais acessível e menos burocracia. Ele também criticou a moratória no setor e buscou reforçar proximidade com produtores rurais.
A agenda incluiu ainda a realização de uma motociata, em referência a atos semelhantes realizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento reuniu apoiadores e marcou um movimento simbólico de pré-campanha.
Disputa por espaço político
O cenário no agronegócio tem sido disputado entre diferentes lideranças. A entrada do governador Ronaldo Caiado na corrida eleitoral ampliou a concorrência por apoio no setor, considerado estratégico.
Com a movimentação de nomes e a intensificação das agendas políticas, o episódio envolvendo Zema no STF passa a integrar um contexto mais amplo de articulações e disputas que antecedem o processo eleitoral de 2026.






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