Zema diz que espera ‘coragem’ do Senado para analisar impeachment de Gilmar Mendes

Pré-candidato critica atuação do ministro do STF e cobra posicionamento mais firme dos senadores

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou que espera que o Senado avance com pedidos de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a Corte deixou de ser uma instituição respeitada e passou a ocupar papel central em conflitos políticos no país.

Zema declarou que já solicitou o impeachment do magistrado e defendeu que o tema seja analisado pelos senadores. Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar esse tipo de processo.

Críticas ao Senado e ao STF

Ao comentar a atuação do Congresso, Zema afirmou que a análise de pedidos de impeachment depende de disposição política. Ele disse esperar que o Senado venha a ter coragem de apreciar esse tipo de iniciativa.

O pré-candidato também criticou diretamente a condução da Casa. Segundo ele, a situação poderia ser diferente com outra postura na presidência do Senado.

As declarações se inserem em um contexto mais amplo de críticas à atuação do Supremo, que, segundo Zema, teria ampliado sua influência no cenário político nacional.

Tensão após pedido de investigação

O embate entre o ex-governador e o ministro Gilmar Mendes ganhou intensidade após o magistrado solicitar ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O pedido teve como base vídeos publicados pelo político na série intitulada Os Intocáveis.

Nos conteúdos, personagens representados por fantoches fazem críticas a integrantes do STF, incluindo Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que analisa o procedimento sob sigilo.

Após a solicitação, parlamentares da oposição anunciaram a intenção de protocolar um pedido de impeachment contra Gilmar Mendes.

Declarações e propostas do pré-candidato

Zema afirmou que considera legítimo o uso de sátiras como forma de crítica política e questionou a abertura de investigação com base nesse tipo de conteúdo. Em entrevista, declarou que a situação representa, em sua avaliação, um problema para a democracia.

O pré-candidato também fez críticas à forma de indicação de ministros do Supremo, afirmando que o processo atual estaria ligado à proximidade com o presidente da República. Ele defendeu mudanças no modelo e afirmou que, se eleito, pretende ampliar a transparência e permitir a investigação de integrantes da Corte.

As declarações reforçam o posicionamento adotado por Zema ao longo de sua pré-campanha, em que tem direcionado críticas frequentes ao STF e defendido alterações no funcionamento do Judiciário.

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