Zema lança jingle contra PT e usa IA para mostrar Lula e ministros do STF como presidiários

Peça da campanha presidencial do Novo promete “acabar com o PT”, faz críticas ao Supremo e aposta em paródia musical e imagens produzidas por inteligência artificial para disputar eleitorado da direita

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O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, divulgou neste sábado (22) um jingle de campanha no qual promete “acabar com o PT” e intensifica os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A peça utiliza inteligência artificial para retratar Lula e os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes vestidos com uniformes de presidiários e atrás das grades.

Com uma linguagem voltada principalmente às redes sociais, o vídeo utiliza uma paródia da música “O nome dela é Jennifer”. A estratégia coloca a oposição ao governo federal e ao Supremo no centro da comunicação eleitoral de Zema.

A divulgação ocorre em meio à tentativa do ex-governador de Minas Gerais de ampliar sua projeção nacional e conquistar espaço entre eleitores identificados com a direita, especialmente aqueles que tradicionalmente integram a base política do bolsonarismo e costumam atacar as instituições democráticas brasileiras, como o STF. Veja o vídeo abaixo:

Jingle reúne críticas ao PT, STF e governo Lula

Além de Lula, Moraes e Gilmar Mendes, a peça aborda outros assuntos utilizados pela oposição para atacar o governo e adversários políticos. Entre eles estão o escândalo envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o aumento dos preços dos alimentos.

O vídeo também faz críticas ao chamado “jogo do tigrinho” e menciona a influenciadora Virgínia Fonseca, que já participou de publicidade de plataforma relacionada ao jogo.

O jingle também recupera o conceito dos “intocáveis”, expressão utilizada por Zema em manifestações políticas para criticar integrantes do que classifica como uma suposta “elite” instalada nos poderes da República.

Nos últimos meses, o candidato do Novo intensificou os ataques ao Supremo e direcionou críticas principalmente a Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, tentando angariar os eleitores de extrema direita que, a princípio, votam em Flávio Bolsonaro. Agora, essa linha discursiva passa a integrar de forma mais explícita a estratégia de comunicação de sua campanha presidencial, tentando posicionar Zema como uma das principais alternativas da direita na disputa pelo Palácio do Planalto.

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