Em nota à Agenda do Poder, o governador afastado, Wilson Witzel, nega que pretenda renunciar ao mandato antes do julgamento do impeachment pelo plenário da Alerj, previsto para a próxima quarta-feira. “Jamais renunciarei”, afirma peremptório.
Nos últimos dias, cresceram as especulações sobre esta hipótese, dada a impossibilidade de reversão do quadro na Alerj. A renúncia também lhe garantiria a manutenção dos direitos políticos para se candidatar a deputado federal em 2022.
No documento, o governador diz também que vai resistir e que sua história política está apenas começando. “Resistirei. Politicamente, a minha história está apenas começando. Lutarei pelo Estado do Rio de Janeiro e pela democracia. Juridicamente, minha absolvição e meu retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível.”
A assessoria de Wilson Witzel confirmou que ele irá ao plenário da Alerj fazer a sua própria defesa. Incialmente, o trabalho seria do advogado Manoel Peixinho, mas o governador evocou a condição de ex-magistrado para reivindicar a tarefa. Witzel acredita que ninguém melhor do que ele pode expressar, com convencimento e clareza, as razões de sua alegada inocência.
Marcado para a próxima quarta-feira, o julgamento pode se estender por até dois dias. Representantes de cada um dos 25 partidos com assento no parlamento poderão usar a tribuna por até uma hora. Witzel será o último a falar. Após seu pronunciamento, os deputados não poderão se manifestar, tendo início imediatamente a votação.
Leia a íntegra da nota:
Antes de mais nada, esclareço que jamais renunciarei.
Em um ano e sete meses de gestão, fiz muito pelo Estado: salários em dia; ampliação dos programas de segurança (com a contínua queda nos índices criminais, batendo recordes históricos e devolvendo o direito de ir e vir à população); aumento da carga horária dos professores de 16 para 30 horas, uma demanda antiga da categoria; investimentos robustos em ensino e pesquisa; dentre outras realizações.
Mas, nada disso está em julgamento. De todos os meus atos pegaram apenas um, que é juridicamente correto, e o associam a recebimento de valores, do que não há provas pelo fato de não ter ocorrido. Não há nenhuma relação com a Unir e as empresas contratadas pelo escritório da minha esposa. Basta ler o processo e verificar a inexistência de provas.
A vida me forjou nos desafios. Menino pobre, orgulho de uma doméstica e de um metalúrgico, deixei a magistratura federal por um ideal, que não terminará aqui.
Resistirei. Politicamente, a minha história está apenas começando. Lutarei pelo Estado do Rio de Janeiro e pela democracia. Juridicamente, minha absolvição e meu retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível.”
Witzel nega renúncia e diz que sua história está só começando
Em nota à Agenda do Poder, o governador afastado, Wilson Witzel, nega que pretenda renunciar ao mandato antes do julgamento do impeachment pelo plenário da Alerj, previsto para a próxima quarta-feira. “Jamais renunciarei”, afirma peremptório. Nos últimos dias, cresceram as especulações sobre esta hipótese, dada a impossibilidade de reversão do quadro na Alerj. A renúncia…






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