O voto do ministro do STF Gilmar Mendes, que foi decisivo para a cassação do deputado bolsonarista Valdevan Noventa (PL), pode ter reflexos diretos nas nomeações para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A informação é da colunista Bela Megale, de O Globo.
Segundo a colunista, “o nome apoiado por Gilmar que integra a lista quádrupla enviada ao presidente, o do desembargador Ney Bello, está na corda bamba. Ele era dado como certo para ocupar uma das duas vagas no STJ, mas perdeu pontos entre integrantes do governo após o episódio.
Depois da decisão do ministro, membros do Palácio do Planalto passaram a fazer uma campanha contra Ney Bello. Antes do julgamento, chegou a Bolsonaro a informação de que Gilmar deveria dar o voto de Minerva a favor do bolsonarista, mas o fato não ocorreu. Ele deu o voto na Segunda Turma para derrubar a restituição do mandato de deputado federal restabelecido por Kássio Nunes Marques”.
Prossegue Bela: “Pessoas próximas ao ministro relataram que Gilmar nunca mandou recados nessa linha ao governo, apesar da pressão para que decidisse a favor de Valdevan. O magistrado tem mostrado que vê com preocupação as ameaças feitas à segurança das eleições e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atua para fortalecer a corte eleitoral. A reversão da cassação de Valdevan derrubaria uma decisão do TSE.
Nesse cenário, auxiliares do presidente afirmam que o desembargador Paulo Sergio Domingues, que tem o ministro Dias Toffoli entre os seus padrinhos, sai fortalecido. Outro nome que segue forte é o do presidente do Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF-2), Messod Azulay, que tem entre seus defensores o senador Flávio Bolsonaro.
Por ora, o presidente Bolsonaro decidiu que vai segurar por mais uns meses suas indicações ao STJ. Ele não destacar fazê-las separadamente.”






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