Violência contra mulheres entra na pauta da Alerj após estupro coletivo no Rio

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher organiza reunião para discutir aumento dos feminicídios e apresentar relatório anual sobre o tema

O caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana e que ganhou repercussão nacional, levou deputados estaduais a convocarem um debate na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) sobre o aumento da violência contra mulheres.

A reunião está marcada para o dia 10 de março e reunirá parlamentares para discutir o que classificam como uma crescente onda de feminicídios e outras formas de violência de gênero no estado.

A iniciativa é organizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Casa, presidida pela deputada Renata Souza (Psol), e também marcará o lançamento do Relatório 2025 elaborado pelo colegiado. O documento reúne dados e análises sobre diferentes formas de violência de gênero registradas no estado.

Segundo a parlamentar, episódios como o estupro coletivo não podem ser tratados como acontecimentos isolados. Ela afirma que há um crescimento das formas mais extremas de violência contra mulheres, incluindo os casos de feminicídio registrados nos últimos anos.

Debate sobre violência de gênero

Para Renata Souza, a reunião busca ampliar o debate sobre as causas e os mecanismos que sustentam esse tipo de violência. De acordo com a deputada, a violência contra mulheres não deve ser naturalizada e está associada a estruturas sociais que estimulam práticas baseadas na misoginia e na agressão.

O encontro na Alerj deverá reunir parlamentares e representantes de instituições que atuam na defesa dos direitos das mulheres, além de integrantes de órgãos públicos envolvidos na formulação de políticas de enfrentamento à violência de gênero.

Caso que motivou a mobilização

A mobilização ocorre após o caso relatado por uma adolescente de 17 anos à polícia. Em depoimento, ela afirmou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro de um apartamento em Copacabana, no dia 31 de janeiro.

De acordo com as investigações, quatro suspeitos foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. Um quinto envolvido, também adolescente e que já havia mantido relacionamento com a vítima, é apontado como responsável por articular o encontro. O caso dele foi encaminhado para análise da Vara da Infância e da Juventude.

A discussão prevista na Alerj pretende avaliar medidas de enfrentamento à violência de gênero e acompanhar a evolução dos indicadores relacionados aos feminicídios e outras formas de agressão contra mulheres no estado.

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