Vigilância Sanitária: prefeitura corta aposentadoria de fiscal investigado por esquema ilegal

Medida da prefeitura do Rio atinge ex-agente da Vigilância Sanitária investigado por cobrar valores para evitar interdições em estabelecimentos comerciais

A decisão da prefeitura do Rio de Janeiro de cassar a aposentadoria de um ex-fiscal da Vigilância Sanitária marca o desfecho de um processo administrativo aberto após investigações sobre um suposto esquema de extorsão durante inspeções sanitárias. A medida foi formalizada por decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere nesta quarta-feira (22).

O servidor atingido pela punição é Sérgio Simões, preso em 2020 durante uma operação que apurou a cobrança de propina por agentes públicos. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, fiscais da Vigilância Sanitária exigiam pagamentos que variavam entre R$ 200 e R$ 300 para não interditar estabelecimentos comerciais.

Imagens registradas por câmeras de segurança reforçaram as suspeitas ao flagrar o momento em que o fiscal negociava valores com responsáveis por um comércio. Na ocasião da prisão, realizada na região da Taquara, o ex-servidor foi encontrado com R$ 1,6 mil em dinheiro e uma lista de nomes que, segundo a polícia, indicaria possíveis novos alvos.

Mesmo afastado das atividades presenciais durante o período mais crítico da pandemia, o fiscal foi submetido a um processo administrativo interno. A apuração seguiu paralelamente às investigações criminais e resultou na penalidade máxima prevista para o caso.

Com a cassação da aposentadoria, o ex-agente deixa de receber o benefício mensal pago pelo município. A decisão encerra o procedimento disciplinar no âmbito da administração pública e reforça a atuação do poder municipal em casos envolvendo suspeitas de corrupção em órgãos de fiscalização.

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