Nos bastidores da política, integrantes do PT avaliam que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 poderia acabar favorecendo a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é da colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles.
A leitura entre lideranças petistas é que uma declaração pública de Trump teria potencial para reforçar o discurso de soberania nacional e ampliar críticas ao alinhamento internacional do adversário.
Estratégia política em construção
A ideia dentro do partido é explorar politicamente um possível apoio do líder norte-americano, associando Flávio Bolsonaro a interesses externos. A narrativa buscaria convencer o eleitorado de que, se eleito, o senador poderia governar com influência dos Estados Unidos.
Esse discurso já vem sendo adotado por figuras importantes da legenda. O ex-ministro José Dirceu, por exemplo, afirmou que, em caso de vitória de Flávio, o Brasil seria governado pelo atual chefe da Casa Branca.
Cenário internacional pesa na avaliação
Petistas avaliam ainda que o contexto internacional pode influenciar a percepção do eleitor. Entre os fatores citados estão o desgaste da imagem de Trump após medidas como o tarifaço contra diversos países e decisões recentes de política externa.
Levantamentos indicam que um eventual apoio do presidente norte-americano pode ter efeito eleitoral limitado ou até contrário ao esperado por aliados de Flávio, beneficiando adversários .
Temor de interferência externa
Dentro do governo Lula, há também preocupação com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Uma ala do PT teme que o governo norte-americano tente influenciar o pleito por meio de plataformas digitais, favorecendo candidatos alinhados.
Auxiliares da área internacional citam episódios recentes no exterior como indicativos desse risco. Um dos exemplos mencionados foi a eleição na Hungria, quando Trump enviou o vice-presidente JD Vance para apoiar o então primeiro-ministro Viktor Orbán durante a campanha.
Apesar do gesto, Orbán acabou derrotado nas urnas, o que é visto por interlocutores do governo como um teste sobre o impacto desse tipo de intervenção.
O cenário reforça a percepção de que a disputa de 2026 pode ser marcada não apenas por polarização interna, mas também por influências externas no debate político.






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