Vídeo mostra o olho do furacão Melissa e alerta para destruição na Jamaica

Imagens aéreas mostram o olho do furacão Melissa, que alcançou categoria 5 no Caribe, com ventos de até 280 km/h e risco de destruição total na Jamaica e em Cuba

O furacão Melissa alcançou a categoria máxima na escala Saffir-Simpson e já é considerado o mais poderoso da história recente do Caribe. Com ventos sustentados de 260 km/h e rajadas que chegaram a 280 km/h, a tempestade avança sobre a Jamaica e ameaça também Cuba e as Bahamas. As imagens captadas por cientistas norte-americanos mostram um “olho” perfeitamente definido no centro do furacão — um fenômeno raro e temido por meteorologistas.

O olho do furacão e a missão de risco

O vídeo que viralizou nas redes foi feito por membros do 53º Esquadrão de Reconhecimento da Força Aérea dos Estados Unidos, conhecido como os “caçadores de furacões”. Eles sobrevoaram o centro da tempestade a bordo de um avião Lockheed WC-310J, em uma das missões mais perigosas já registradas.
“Um olho tão nítido quanto você é capaz de ver na bacia do Atlântico”, descreveu o meteorologista Jeremy DeHart, após a incursão no domingo (26). Já Andy Hazelton, climatologista da NOAA, afirmou: “Foi minha primeira vez em um furacão de categoria 5, e foi definitivamente o mais turbulento que já enfrentei.”

Jamaica em alerta total

A Jamaica decretou estado de emergência e ordenou evacuações obrigatórias em Kingston, Porto Real e outras cidades costeiras. Cerca de 900 abrigos foram abertos, e os dois aeroportos internacionais estão fechados desde o domingo.
“Muitas dessas comunidades não vão sobreviver a esta enchente. Não joguem com Melissa. Não é uma aposta segura”, alertou Desmond McKenzie, vice-presidente do Conselho de Gestão de Riscos de Desastres da Jamaica. O governo estima que áreas do leste da ilha podem registrar até um metro de chuva e marés de tempestade de quatro metros de altura.

Tragédia se espalha pelo Caribe

Os efeitos de Melissa já são sentidos em países vizinhos. No Haiti, três pessoas morreram, plantações foram destruídas e milhares ficaram isolados por deslizamentos e enchentes. Na República Dominicana, outra morte foi confirmada, e mais de 750 casas foram danificadas. Autoridades locais contabilizam quase 4 mil desabrigados.
Em Cuba, as províncias de Santiago, Guantánamo e Holguín estão sob alerta máximo, com previsão de até 50 centímetros de chuva. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos reforça que “inundações catastróficas e deslizamentos de terra são prováveis”.

Impacto regional e tensão militar

Além dos estragos naturais, o furacão também preocupa autoridades norte-americanas. A região abriga dezenas de navios de guerra e aeronaves dos Estados Unidos, enviados por ordem do presidente Donald Trump em meio à pressão militar sobre o regime venezuelano de Nicolás Maduro.
A passagem de Melissa coincide ainda com um terremoto de magnitude 6,5 registrado a leste de Curaçao, o que aumenta o temor de instabilidade geológica na região.

Uma tempestade histórica

Segundo o meteorologista Evan Thompson, diretor do serviço meteorológico jamaicano, “Melissa pode ser o furacão mais forte que a Jamaica já experimentou em décadas”. O governo do país reforça que todo o território será atingido e pede máxima cautela à população.
“Não tomem decisões tolas. Estamos entrando em um período muito, muito sério nos próximos dias”, declarou o ministro dos Transportes, Daryl Vaz.

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