Furacão Melissa devasta Caribe e deixa mais de 30 mortos

Jamaica, Haiti e Cuba registram destruição em massa após passagem do furacão categoria 5; ONU fala em “níveis sem precedentes” de devastação

O furacão Melissa deixou um rastro de destruição e mais de 30 mortos em países da América Central e do Caribe, incluindo Jamaica, Haiti e Cuba. Com ventos que chegaram a 295 km/h, o fenômeno de categoria 5 é considerado um dos mais potentes já registrados no Atlântico.

Jamaica sofre impacto devastador
Na Jamaica, a situação é crítica. Deslizamentos de terra bloquearam rodovias e transformaram ruas em lamaçais na região de Santa Elizabeth. Casas ficaram destelhadas, escolas usadas como abrigos foram danificadas e cerca de 25 mil pessoas precisaram ser acolhidas em refúgios. “Nunca vi nada parecido”, relatou a moradora Jennifer Small.
O coordenador da ONU para o Caribe, Dennis Zulu, descreveu a destruição no país como “sem precedentes”, destacando os danos em infraestrutura, energia e comunicações. Mais de 77% da ilha permanece sem eletricidade.

Haiti registra dezenas de mortes e desabamentos
No Haiti, o furacão provocou graves inundações, especialmente na cidade costeira de Petit-Goâve, onde pelo menos 25 pessoas morreram após o transbordamento do rio La Digue. Dezenas de casas desabaram, e equipes de resgate enfrentam dificuldades para alcançar regiões isoladas.

Cuba enfrenta colapso estrutural após passagem do Melissa
Em Cuba, o cenário também é de destruição. Casas desabaram, estradas ficaram bloqueadas e mais de 700 mil pessoas precisaram buscar abrigo. “Foi um inferno”, descreveu o morador Reinaldo Charon, de Santiago de Cuba. Hospitais e escolas foram gravemente danificados, e as províncias de Santiago e Granma continuam sem energia.
A governadora Yanetsy Terry Gutiérrez informou que mais de 40 centímetros de chuva caíram em algumas áreas. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou para os desafios de reconstrução diante da crise econômica que o país enfrenta.

ONU e EUA mobilizam ajuda internacional
A Organização das Nações Unidas confirmou que acompanha a tragédia e coordena ações de emergência com governos locais. Já os Estados Unidos anunciaram o envio de equipes de resgate e suprimentos ao Caribe. “Haverá muito trabalho a fazer”, declarou Díaz-Canel.

Melissa avança rumo às Bahamas
Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o furacão Melissa perdeu força e agora apresenta ventos de até 155 km/h. O fenômeno segue em direção ao sudeste das Bahamas, onde pode provocar marés de até dois metros. Mesmo em desaceleração, autoridades alertam que os efeitos da tempestade ainda representam risco extremo para as populações da região.

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