O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom neste sábado (12) ao comentar as investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro. Durante comício na Boca Maldita, em Curitiba, o petista chamou o banqueiro de “agiota”, defendeu a exposição dos responsáveis pelas irregularidades investigadas e criticou a divulgação seletiva de informações do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eles pegaram um agiota e transformaram em um banqueiro”, afirmou Lula ao mencionar Vorcaro. Em outro momento, o presidente defendeu que as investigações avancem com transparência. “Vamos deixar nu para saber quem é que está por detrás disso (…) quem fez putaria vai ser desmascarado”, declarou.
As falas ocorrem em meio à crise instalada no Supremo após a divulgação de informações das investigações envolvendo Vorcaro e integrantes da Corte.
Lula critica atuação de relator
Sem mencionar nominalmente André Mendonça, relator do caso no STF, Lula criticou a forma como informações da investigação foram divulgadas.
“Não era possível o cidadão que é o juiz relator ficar soltando matéria, pensando somente aquilo que interessava a ele”, afirmou.
A crise no Supremo ganhou força após a divulgação de informações relacionadas à ligação entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. Em meio à repercussão, o discurso da campanha de Lula passou também a defender parâmetros mais rígidos de conduta para integrantes do Judiciário.
“Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico. Aquilo é um sacerdócio. A pessoa tem que se dedicar porque é a Corte Suprema e, se tomar uma decisão, ninguém pode mudar. Então as pessoas têm que ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade”, disse o presidente.
Presidente tenta ligar expansão do Master a Bolsonaro
Durante o discurso em Curitiba, Lula também buscou associar o crescimento do Banco Master ao período em que Jair Bolsonaro (PL) ocupava a Presidência.
“Em 2019 pegaram um agiota e o transformaram em banqueiro. Agora tem esse Vorcaro que corrompeu muita gente. Eles criaram esse banqueiro e nós prendemos. Eles criaram um banco e nós fechamos”, declarou.
A afirmação faz parte da estratégia política adotada pelo presidente para atribuir ao governo anterior a expansão da instituição financeira e, ao mesmo tempo, reivindicar para sua administração a reação às suspeitas envolvendo o banco.
Assista:







Deixe um comentário