Vídeo: Israel intensifica ocupação e destrói segundo arranha-céu em dois dias na Cidade de Gaza

A pressão militar ameaça desalojar centenas de milhares de palestinos que se refugiaram na região desde o início da retaliação genocida de Israel, em outubro de 2023

Israel intensificou neste sábado (6) sua ofensiva contra a Cidade de Gaza e destruiu mais um prédio de grande porte, no sudoeste do território. O ataque ocorreu pouco depois de o Exército ordenar que moradores deixassem a área.

É o segundo edifício demolido em dois dias. Na sexta-feira (5), outro prédio também veio abaixo após ser atingido por mísseis. As ações fazem parte da estratégia militar aprovada no mês passado pelo gabinete de segurança israelense, liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu, que prevê a tomada do maior centro urbano palestino.

Vídeos mostram prédio desmoronando

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a torre Soussi, de cerca de 15 andares, colapsando sobre si mesma e levantando uma grande nuvem de poeira. Testemunhas relataram à agência AFP que o edifício era residencial.

As Forças Armadas de Israel afirmaram, sem provas, que tanto a torre destruída neste sábado quanto a atingida no dia anterior eram utilizadas pelo Hamas. O ministro da Defesa, Israel Katz, divulgou os vídeos em suas redes sociais. Após o primeiro ataque, escreveu “Começamos”. No segundo, publicou apenas: “Continuamos”.

Conquista de Gaza como meta declarada

Netanyahu insiste que a capital é um reduto estratégico do Hamas e que sua conquista é necessária para derrotar o grupo. O Exército israelense anunciou na quinta-feira (4) que já controla 40% da Cidade de Gaza e que a ofensiva deve se intensificar nos próximos dias.

A pressão militar ameaça desalojar centenas de milhares de palestinos que se refugiaram na região desde o início da retaliação genocida de Israel, em outubro de 2023. Antes do conflito, cerca de 1 milhão de pessoas, quase metade da população de Gaza, vivia na capital do território.

Ordem de retirada e resistência de civis

Ainda neste sábado, Israel pediu que moradores se deslocassem para Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, prometendo abrigo, comida e cuidados médicos em uma “zona humanitária”, segundo o porta-voz militar Avichay Adraee.

Apesar do apelo, parte da população resiste. Muitos afirmam já ter sido deslocados diversas vezes e se recusam a abandonar novamente suas casas, mesmo sob risco de novos bombardeios.

Reféns e propaganda de guerra

Na sexta-feira, o Hamas divulgou um vídeo mostrando dois reféns israelenses capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, quando o grupo matou 1.200 pessoas em comunidades israelenses e levou mais de 250 sequestrados.

Em uma das gravações, um dos homens diz estar na Cidade de Gaza junto com outros reféns e teme ser morto durante a ofensiva israelense.

Impacto humanitário e fome

Desde o início da ofensiva, Israel já matou cerca de 63 mil pessoas, segundo autoridades palestinas. A maioria dos prédios da Faixa de Gaza foi danificada ou destruída, e praticamente toda a população foi forçada a deixar suas casas ao menos uma vez.

Organismos internacionais alertam para a gravidade da crise. Um monitor global de fome da ONU classifica a situação como catástrofe provocada por ação humana. Israel, no entanto, nega responsabilidade.

Enquanto a ofensiva avança sobre a Cidade de Gaza, cresce a pressão internacional por uma solução que evite uma tragédia ainda maior para civis que seguem encurralados entre os bombardeios e a escassez de alimentos, água e medicamentos.

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