Vídeo: Gilmar diz que Brasil teria virado ‘um pântano institucional’ sem atuação de Moraes

Ministro do STF defende colega após críticas por prisão de Bolsonaro e nega que haja isolamento ou desconforto na Corte

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu publicamente em defesa de Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (6), ao comentar as recentes críticas dirigidas ao colega por ter decretado a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o magistrado, sem a atuação de Moraes, o Brasil teria mergulhado em uma grave crise institucional. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas após evento da Esfera Brasil, em Brasília.

“Não há qualquer isolamento [de Moraes em relação aos outros ministros]. Tenho muito orgulho de tê-lo como colega. Já disse isso várias vezes: o Brasil teria se tornado um pântano institucional não fosse a ação de Moraes”, afirmou Gilmar, que é o decano da Corte.

Para ele, o país deve muito à atuação do ministro durante momentos críticos, como a pandemia de Covid-19, a condução dos trabalhos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o enfrentamento de temas como a disseminação de fake news.

Corte sob pressão e ameaças

Durante sua fala, Gilmar Mendes mencionou investigações que apontam a existência de planos para assassinar autoridades brasileiras. “Agora, planeja-se a morte do Lula, do vice-presidente Alckmin e de Alexandre de Moraes. Isso acaba de ser reconhecido, confessado pelo general Fernandes. Nós estamos falando de coisas extremamente sérias”, disse o ministro, referindo-se a revelações recentes feitas em depoimentos à Justiça.

Segundo ele, os temas tratados pela Corte nos últimos anos não são “um passeio no parque”, mas envolvem ameaças reais à democracia e à integridade das instituições brasileiras. O ministro também classificou como “inadmissível” qualquer tentativa de interferência externa nos rumos da Suprema Corte.

Gilmar nega desconforto no STF

Gilmar ainda rejeitou a narrativa de que a decisão de Moraes sobre Bolsonaro tenha gerado incômodo entre os ministros. “Não há nenhum desconforto. Ele tem toda a confiança e apoio dos colegas da Corte”, garantiu.

Além disso, comentou sobre a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs sanções econômicas por conta do processo contra Bolsonaro. Para Gilmar, disputas comerciais são normais, mas não podem servir como instrumento de pressão institucional. Ele lembrou que, assim como seria “impensável” aceitar mudanças arbitrárias na Suprema Corte dos EUA, o mesmo princípio se aplica ao Brasil.

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