O incêndio que atingiu a Floresta da Tijuca foi extinto na tarde desta segunda-feira (27), após mais de 24 horas de combate às chamas, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com a corporação, o fogo foi controlado por volta das 13h, e as equipes já começaram a deixar o local.
Agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia federal responsável pela gestão do parque, permanecem na área para realizar o monitoramento e evitar o surgimento de novos focos.
O fogo começou na manhã de domingo (26), por volta das 9h40, na região do Morro do Anhanguera. Segundo o ICMBio, as chamas teriam sido provocadas pela queda de um balão em uma área de mata fechada, o que dificultou o acesso inicial das equipes de solo.
A operação de combate contou com brigadistas do ICMBio, voluntários e militares do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA). Um helicóptero dos Bombeiros também foi mobilizado para realizar o lançamento de água em pontos críticos da encosta.
Parque teve trilhas interditadas
Como a área afetada integra um dos setores do parque abertos à visitação, ao menos cinco trilhas chegaram a ser interditadas por medida de segurança: Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera. Até o momento, não há atualização oficial sobre a reabertura dos acessos.
O ICMBio ainda não informou a dimensão dos danos ambientais causados pelo incêndio. A avaliação das áreas atingidas deve ser feita nos próximos dias.
Vale lembrar que a soltura de balões é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/98, com pena de detenção e multa. A prática oferece riscos à aviação, à rede elétrica, a residências e a áreas de vegetação, com risco de incêndios e acidentes.
A gestão do parque pede que a população denuncie baloeiros às autoridades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima ao Linha Verde do Disque Denúncia, pelo número 2253-1177.






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