Um incêndio atinge a região da Floresta da Tijuca, na Zona Norte do Rio, desde a noite deste domingo (26). As chamas se concentram na área do Morro do Anhanguera, dentro do Parque Nacional da Tijuca, localizado no Alto da Boa Vista.
Segundo informações divulgadas pelo Parque Nacional da Tijuca, o incêndio teve início na tarde de ontem, na região do Morro do Anhanguera, que fica dentro do setor Floresta da Tijuca — um dos três setores do parque abertos à visitação.
A causa do incêndio foi a queda de um balão no meio da mata, informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
No fim da noite deste domingo, as equipes do parque conseguiram controlar as chamas, mas elas não foram cessadas. Por isso, já na madrugada desta segunda-feira (27), os brigadistas voltaram para a mata para combater o fogo.
Equipes do Corpo de Bombeiros também atuam na operação desde às 7h40 desta segunda-feira, com sobrevoo de helicóptero na Estrada da Cascatinha. Os agentes utilizam um equipamento que capta água dentro do Parque para jogar sobre o fogo em áreas de difícil acesso para as equipes do ICMBio, voluntários e bombeiros que estão em terra.
Em vídeos, o agente ambiental do ICMBio Gabriel Pruchiniaki mostrou a situação da floresta e fez um apelo contra a soltura de balões. “Mais uma vez, para reforçar a importância da não soltura de balão. Hoje, infelizmente, no Parque Nacional da Tijuca, um balão se chocou sobre a floresta e acabou pegando fogo”. Veja abaixo:
Trilhas interditadas
O acesso ao setor Floresta da Tijuca segue aberto normalmente, mas, por questão de segurança, seguem interditadas desde o domingo as trilhas para a Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera. Por enquanto, os demais atrativos do Parque Nacional da Tijuca e outras trilhas seguem abertas.
A fumaça proveniente do foco de incêndio assustou pessoas que circulavam pela região. “Avistei a fumaça da Avenida Brasil, voltando de uma trilha na floresta da Tijuca. Triste demais”, disse um morador.
A soltura de balões é crime ambiental, prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), com pena que pode chegar a até três anos de prisão, além de multa. A prática oferece riscos à aviação, à rede elétrica, a residências e a áreas de vegetação, com risco de incêndios e acidentes.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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