Ataque de Israel mata mãe e criança brasileiras no Líbano, diz Itamaraty

Menina de 11 anos, mãe brasileira e pai libanês morreram em bombardeio no sul do Líbano; outro filho do casal está hospitalizado

Ataques de Israel mataram uma mãe e uma criança brasileiras no sul do Líbano, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (27). As vítimas estavam em casa no momento do bombardeio, no distrito de Bint Jbeil, área próxima à fronteira entre Líbano e Israel.

Segundo o Itamaraty, morreram uma menina brasileira de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, de nacionalidade libanesa. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, sobreviveu e está hospitalizado.

Em nota oficial, o governo brasileiro declarou ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e informou que a Embaixada do Brasil em Beirute está prestando assistência consular à família, inclusive ao filho ferido.

Bombardeio ocorreu durante cessar-fogo prorrogado

O ataque aconteceu no domingo (26), quando o Exército de Israel iniciou uma nova ofensiva no sul do Líbano, mesmo com o cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã.

A trégua havia sido prorrogada dias antes e deveria durar até a segunda quinzena de maio. Apesar disso, confrontos e bombardeios continuaram sendo registrados nos últimos dias.

Segundo o Exército israelense, a nova ofensiva foi motivada por supostas violações repetidas do acordo por parte do Hezbollah.

Governo Lula condena violações

Na nota divulgada nesta segunda-feira, o governo Lula classificou o episódio como mais um caso de “violações reiteradas e inaceitáveis” ao cessar-fogo.

O Brasil também condenou ataques praticados tanto por forças israelenses quanto pelo Hezbollah e criticou a destruição de casas e estruturas civis no sul do Líbano, além do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

O Itamaraty voltou a defender o cumprimento integral da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu os termos do cessar-fogo após a guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah.

O governo brasileiro também pediu a cessação imediata das hostilidades e a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

Escalada recente na região

Mesmo com a trégua prorrogada, os confrontos seguem. Na quinta-feira (23), foguetes lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel foram interceptados. Já na quarta-feira (22), ao menos cinco pessoas morreram em outro bombardeio israelense no sul do Líbano, entre elas uma jornalista libanesa.

A morte da família brasileira amplia a preocupação internacional com a escalada da violência na região.

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