Vídeo: Flávio acusa Lula de proteger organizações terroristas, em evento conservador nos EUA

Senador afirma no Cpac que governo brasileiro é ‘antiamericano’, associa Lula a Maduro e compara pai a Trump

Em discurso no Cpac, considerado o maior evento conservador do mundo, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de atuar contra os interesses dos Estados Unidos e de proteger organizações criminosas. A fala ocorreu durante agenda nos EUA e teve forte tom de alinhamento com o público conservador americano.

Ao longo de cerca de 15 minutos, falando em inglês e com auxílio de teleprompter, Flávio afirmou que Lula e seu partido adotam uma postura hostil aos EUA e estariam alinhados a adversários estratégicos de Washington. “Lula e seu partido são abertamente anti-americanos. Ele fala publicamente sobre minar o dólar como moeda global. Ele alinhou o Brasil com a China em escala massiva. Ele se opôs aos interesses americanos em cada item da política externa —criticando publicamente as ações do presidente Trump na Venezuela, Irã, Cuba, e na luta contra o tráfico de drogas”, disse.

Acusações sobre terrorismo e facções criminosas

Um dos pontos centrais do discurso foi a acusação de que o governo Lula teria atuado para evitar que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Flávio tratou o tema como uma ameaça direta à segurança internacional.

“Ele usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas”, afirmou o senador.

Foto de Maduro com Lula exibida por Flávio nos EUA

Relação com EUA e críticas à diplomacia brasileira

Flávio também afirmou que o Brasil estaria se afastando dos Estados Unidos e adotando uma postura inédita nas relações bilaterais. Ele citou a revogação do visto do assessor americano Darren Beattie como exemplo de tensão diplomática.

“Tudo porque o Beattie pediu para visitar meu pai na prisão e avaliar suas condições”, disse. Em seguida, criticou a decisão: o Brasil “agora está expulsando diplomatas americanos” e classificou a situação como “algo sem precedentes em nossa história”.

O senador ainda apresentou o cenário como uma escolha estratégica para os EUA: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do hemisfério, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna qualquer política americana para a região impossível”.

Comparações com Trump e críticas ao processo eleitoral

Durante o evento, Flávio comparou a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a de Donald Trump, citando que ambos teriam sido alvo de perseguições e tentativas de assassinato. “Agora ele está na prisão, assim como Donald Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo”, afirmou.

O senador também fez críticas ao processo eleitoral brasileiro e mencionou suposta interferência externa. “Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo”, declarou.

Além disso, defendeu liberdade nas redes sociais e criticou regulações sobre plataformas digitais, afirmando que o resultado eleitoral dependeria da livre expressão online e da contagem correta dos votos.

Estratégia internacional e projeções eleitorais

Em tom de campanha, Flávio buscou se apresentar como alternativa alinhada aos interesses ocidentais e prometeu um projeto conservador para o Brasil. Ele também citou mercados de apostas, que indicariam disputa acirrada com Lula em um eventual segundo turno.

Apesar das críticas, o senador reconheceu que o ex-presidente Donald Trump mantém relações institucionais com diferentes líderes globais. “Entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado fazendo a América grande novamente e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países, independentemente de suas preferências pessoais”, disse.

E concluiu com um aceno direto ao republicano: “Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são os verdadeiros aliados do Brasil.

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