Vídeo: Ex-chefe da Aeronáutica relata pressão de Bolsonaro por golpe e diz que recusou minuta com intervenção no TSE

Brigadeiro Baptista Júnior contou ao STF que deixou reunião no Alvorada após proposta golpista: “Levantei, saí da sala e fui embora”

O depoimento do ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior, tornou-se um dos pontos centrais nos vídeos divulgados nesta terça-feira (3) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O militar descreveu em detalhes as pressões que sofreu para aderir a articulações golpistas promovidas pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que recusou veementemente qualquer participação no plano.

Um dos episódios mais graves, conforme relatado por Baptista Júnior, ocorreu em uma reunião no Palácio da Alvorada, nos dias que se seguiram ao segundo turno. Durante o encontro, foram debatidas medidas como a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estado de defesa e estado de sítio — ações que, segundo o brigadeiro, visavam impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ex-comandante afirmou que, nessa ocasião, o então ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, apresentou uma minuta de decreto que previa a intervenção direta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu falei: ‘Esse documento prevê a não assunção, no dia 1º de janeiro, do presidente eleito?’ E ele falou: ‘Sim’. E aí eu falei: ‘Não admito sequer receber este documento, não ficarei aqui’. Levantei, saí da sala e fui embora”, declarou.

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