O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A definição ocorreu após uma reunião realizada nesta quarta-feira (24) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças da legenda em Minas, parlamentares da bancada federal mineira e integrantes da direção nacional do partido.
O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada e consolidou uma posição que já vinha sendo discutida internamente pela sigla nas últimas semanas. O nome que representará o PT na disputa estadual ainda não foi definido e deverá ser construído por meio de negociações entre o partido e aliados políticos.
A decisão foi anunciada pela presidente do diretório estadual do PT em Minas Gerais, deputada estadual Leninha, por meio de nota oficial. De acordo com ela, o entendimento alcançado durante a reunião reafirma uma resolução aprovada pela legenda há cerca de um mês.
Construção do projeto eleitoral
Na nota, Leninha destacou que o partido pretende desenvolver sua estratégia eleitoral em diálogo com outras forças políticas alinhadas ao campo democrático e popular.
“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou.
A dirigente também ressaltou que a reunião teve como foco a análise do cenário político mineiro e nacional, além das perspectivas para o pleito de 2026. Segundo ela, o encontro reuniu representantes da bancada federal do estado e membros da Executiva Nacional do PT para discutir os desafios políticos dos próximos anos.
Mudança de cenário após desistência de Rodrigo Pacheco
A decisão do PT ocorre após a desistência do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, de disputar o governo mineiro. Considerado o nome preferido de Lula para a sucessão estadual, Pacheco anunciou que não concorreria ao cargo e que pretende se afastar da vida pública ao término de seu mandato.
Com a saída do senador do cenário eleitoral, o PT passou a debater duas alternativas: apoiar um candidato de outra legenda ou investir em uma candidatura própria. A definição anunciada nesta quarta-feira encerra essa discussão e coloca o partido oficialmente na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Entre os nomes que chegaram a ser cogitados para receber apoio petista estavam o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), o ex-prefeito da capital Alexandre Kalil (PDT) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior (PSB).
Minas no centro da estratégia nacional
Durante a reunião, Lula também destacou a relevância política de Minas Gerais para o cenário nacional. De acordo com a nota divulgada por Leninha, o presidente enfatizou o peso estratégico do estado nas eleições e nos principais debates políticos do país.
A dirigente afirmou que o presidente valorizou a tradição política mineira, historicamente associada à capacidade de diálogo e construção de consensos. Para o PT, essa característica mantém Minas em posição de destaque nas articulações que influenciam os rumos da política brasileira.






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