Deputados dão aula de defesa pessoal para mulheres na Alerj

Índia Armelau e Rodrigo Amorim ministraram treinamento com técnicas de proteção e prevenção da violência

Em meio ao debate sobre o enfrentamento da violência contra a mulher, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) abriu espaço, nesta quinta-feira (25), para uma atividade prática voltada à prevenção e à proteção feminina.

A Casa realizou a primeira edição do programa “Alerj Por Elas”, que reuniu servidoras e mulheres fluminenses em uma aula de defesa pessoal ministrada pelos deputados Índia Armelau (PL) e Rodrigo Amorim (PL).

A atividade aconteceu na galeria da Assembleia e contou com a participação de 35 mulheres. Durante o treinamento, foram apresentadas técnicas básicas de defesa pessoal com foco no aumento da autoconfiança e na preparação para situações de risco.

Técnicas para situações de risco

Ao longo da aula, os participantes acompanharam demonstrações de como agir em situações como puxões de cabelo, empurrões, tentativas de enforcamento e quedas ao solo. Segundo os organizadores, o treinamento priorizou estratégias para evitar confrontos, criar oportunidades de fuga e buscar ajuda.

A deputada Índia Armelau destacou que o objetivo da iniciativa é ampliar o acesso das mulheres a esse tipo de conhecimento.

“É fundamental que a Alerj, como a casa do povo, torne essa experiência recorrente, que entre no calendário oficial da Assembleia Legislativa e se torne um evento mensal, quinzenal ou semanal, trazendo cada vez mais mulheres, gratuitamente para aprender noções básicas de defesa pessoal”, afirmou.

O deputado Rodrigo Amorim ressaltou que a prevenção deve ser a principal estratégia diante de situações de violência.

“Claro que o maior objetivo é prevenir a violência. O maior instrumento de autodefesa é sair da confusão, evitar a briga. Mas, uma vez que o problema aconteceu, a mulher precisa saber movimentos básicos para preservar sua integridade física e, muitas vezes, lamentavelmente, a própria vida”, declarou.

Contexto de violência

A realização da atividade ocorre em um cenário de preocupação com os índices de violência contra a mulher. Durante a aula, foram mencionados dados que apontam aumento dos casos de feminicídio no país e a posição do Estado do Rio de Janeiro entre as unidades da federação com maior número de registros desse tipo de crime.

Os organizadores destacaram que a proposta do treinamento foi oferecer orientações que possam auxiliar as participantes em situações de emergência, sem substituir as políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas.

Medidas de proteção

A iniciativa também foi apresentada em meio à adoção de medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no estado. Nesta semana, foi sancionada a Lei 11.231/26, que institui o Pacto Estadual Contra o Feminicídio e prevê a atuação integrada entre órgãos públicos, instituições do sistema de Justiça, forças de segurança e sociedade civil para prevenção e combate ao feminicídio.

Também está em vigor a Lei 11.025/25, de autoria dos deputados Sarah Poncio (Solidariedade) e Rodrigo Amorim, que assegura às mulheres fluminenses o acesso ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa.

Entre as participantes da atividade estava Geovanna Black, de 15 anos, praticante de jiu-jítsu há oito anos. Para ela, a modalidade contribui para o fortalecimento da confiança e da autonomia das mulheres. “A gente se apoia, ensina uma à outra a ser mais autoconfiante e a se impor mais”, afirmou.

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