Vídeo de resgate do corpo revela o abismo onde Juliana caiu em vulcão da Indonésia; assista

Imagens de socorristas dão dimensão da queda e mostram o penhasco com cerca de 600 metros

Imagens divulgadas neste sábado (28) mostram em detalhes o cenário do acidente que vitimou a brasileira Juliana Marins no Monte Rinjani, um dos mais altos vulcões da Indonésia. O vídeo percorre toda a extensão do abismo — cerca de 600 metros — desde o ponto da trilha onde a carioca caiu até o local onde seu corpo foi içado, entre pedras e penhascos íngremes, informa o g1.

O resgate, realizado por equipes de busca indonésias, contou com o trabalho de 30 socorristas, sendo sete diretamente no paredão. Em uma postagem nas redes sociais, um dos integrantes da operação destacou: “Não somos heróis e não esperamos ser chamados de heróis. Agimos com base na humanidade para manter o bom nome da Indonésia.” Ele explicou que quatro agentes estavam com a vítima no momento da retirada, enquanto três aguardavam na borda do penhasco e 23 apoiavam o sistema de cordas no cume da trilha.

De acordo com informações repassadas por um legista em Bali, onde o corpo de Juliana passou por autópsia, a jovem morreu em decorrência de um impacto com objeto de superfície plana e rígida, que causou diversas fraturas e uma grave hemorragia interna, sobretudo na região das costas. A morte, segundo ele, teria ocorrido em até 20 minutos após o trauma.

O especialista descartou que a causa tenha sido hipotermia, fome ou inanição, reforçando a gravidade do ferimento inicial como a razão mais provável para o óbito.

Três aparições em vídeo após a queda

As circunstâncias da queda ainda não são totalmente claras. O que se sabe é que Juliana foi vista em pelo menos três pontos do penhasco após o acidente, que ocorreu no sábado (21), por volta das 6h30, na trilha de Cemara Nunggal, uma das mais perigosas rotas rumo ao cume do Rinjani.

Na primeira aparição, ela foi filmada por turistas espanhóis a cerca de 300 metros da trilha, aparentemente se movimentando. Dois dias depois, um drone com sensor térmico localizou a brasileira imóvel, em outro ponto da encosta. Na ocasião, o resgate foi frustrado pela insuficiência do comprimento das cordas utilizadas. Foi apenas na terça-feira (24) que a equipe conseguiu alcançá-la. Juliana já estava sem vida. O corpo só foi retirado no dia seguinte.

Operação em terreno extremo

As imagens do resgate impressionam pela complexidade do terreno: as cordas se estendiam por grandes distâncias, cruzando paredes rochosas e encostas íngremes até o ponto onde o corpo foi localizado. Socorristas e voluntários precisaram se posicionar em diversos níveis da montanha para apoiar a operação, que exigiu alto grau de preparo técnico e resistência física.

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