A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) usou as redes sociais nesta terça-feira (3) para pedir ajuda financeira a seus apoiadores para custear sua permanência na Itália, onde vive desde que fugiu do Brasil, em maio de 2025. No vídeo, a ex-parlamentar anuncia a criação de uma comunidade virtual por assinatura com mensalidade de R$ 50 e alega dificuldades para trabalhar e abrir contas bancárias devido à sua situação jurídica, citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes.
“Trago essa situação porque realmente não tenho como resolver. Moraes destruiu minha vida. Além de ter bloqueado tudo meu, ele me impediu de abrir conta-corrente. Nenhum banco abre conta para mim. Só que, na Itália, para conseguir emprego, precisa de uma conta no seu nome”, afirmou a ex-deputada.
Em troca dos valores, Zambelli promete aos seguidores compartilhar “conteúdos exclusivos de várias áreas” e relatos de sua experiência na prisão europeia. “Nós vamos falar sobre tudo. Também vou passar um pouco da experiência que eu tive na prisão e o que isso me ensinou. Eu tenho certeza de que isso pode ajudar em alguma coisa na sua vida”, disse.
Ex-deputada foi presa na Itália após fugir do Brasil
Zambelli, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado depois de ser condenada pelo STF em dois processos. Após deixar o Brasil, a ex-congressista foi incluída na lista vermelha da Interpol. No fim de julho daquele ano, foi presa em Roma, na Itália, e permaneceu detida até maio de 2026, quando foi colocada em liberdade.
A Justiça italiana marcou para 24 de novembro a audiência que vai analisar o pedido de extradição da ex-deputada ao Brasil. A sessão, inicialmente prevista para outubro, foi adiada a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para examinar documentos enviados pelas autoridades brasileiras sobre as condições de saúde e de detenção no sistema prisional do país.
Uma das condenações impostas pelo STF é de 10 anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do hacker Walter Delgatti Neto. O grupo inseriu documentos falsos na plataforma, entre eles um mandado de prisão contra Moraes.
Em outro processo, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação se refere ao episódio em que a então aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro perseguiu um homem com uma arma em punho pelas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.







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