A Câmara Municipal do Rio adiou, nesta terça-feira (1º), a votação do projeto que autoriza a prefeitura a contratar até R$ 6 bilhões em empréstimos pelos próximos quatro anos. O motivo do adiamento foi a falta de informações detalhadas sobre a destinação dos recursos e as condições da operação de crédito, o que gerou questionamentos entre os vereadores.
O projeto foi enviado em fevereiro pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), mas sua mensagem à Câmara não especifica quais obras ou programas seriam financiados com o montante. O texto menciona apenas que o valor servirá para “mobilidade urbana, infraestrutura, drenagem, saneamento, pavimentação, habitação, inovação e tecnologia”, sem detalhar projetos específicos ou cronogramas.
Na manhã desta terça-feira, técnicos da prefeitura se reuniram com vereadores para esclarecer pontos da proposta. No entanto, a falta de informações concretas, incluindo o banco que concederia o empréstimo e as condições de pagamento, gerou resistência. Diante das incertezas, foi decidido que a votação seria adiada para que a prefeitura forneça mais detalhes.
Vereadores veem manobra da Prefeitura para ganhar tempo
Além da falta de transparência sobre a operação financeira, um impasse burocrático também marcou a discussão. O prefeito havia solicitado urgência na tramitação do projeto, que foi encaminhado à Câmara em 17 de fevereiro. Pelo regimento, a proposta deveria ser votada em até 45 dias, prazo que se encerra nesta quinta-feira (3).
Para evitar que o projeto perca validade sem ser apreciado, a publicação da proposta no Diário Oficial da Câmara só ocorreu nesta terça-feira. Alguns vereadores enxergaram essa movimentação como uma estratégia para estender o prazo de tramitação e evitar que a proposta caduque antes de ser votada.
Agora, a Prefeitura do Rio terá que fornecer mais informações sobre o destino dos recursos e as condições do empréstimo para garantir apoio dos vereadores e viabilizar a operação de crédito bilionária.
Com informações de O Globo





