Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), anunciou nesta quinta-feira (29) que o bloco não reconhece a “legitimidade democrática” da reeleição de Nicolás Maduro à presidência da Venezuela. A decisão é motivada pela falta de publicação das atas eleitorais pela autoridade venezuelana, o que impede a verificação dos resultados da eleição realizada em 28 de julho.
Borrell destacou que, na ausência de documentos e com a falta de verificação, a UE não pode aceitar a legitimidade de Maduro como presidente eleito, embora ele continue sendo presidente de fato. O Conselho da UE tomou a decisão após uma reunião com ministros das Relações Exteriores e uma audiência com Edmundo González, candidato de oposição.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) declarou Maduro vencedor após uma suposta auditoria das atas eleitorais, a pedido do próprio presidente. No entanto, a sentença do TSJ, que ratificou o resultado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), é considerada irreversível e proibiu a divulgação das atas.
Tanto o TSJ quanto o CNE são vistos como alinhados ao governo Maduro e, segundo uma missão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, não são considerados independentes.
A oposição, incluindo González e María Corina Machado, argumenta que González venceu com 67% dos votos, conforme dados obtidos e divulgados em um site. González está escondido devido a investigações contra ele pelo Ministério Público venezuelano, também alinhado ao regime de Maduro.
Com informações do g1





