O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, defendeu a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de ratificar a reeleição de Nicolás Maduro, utilizando o Brasil como exemplo para legitimar a sentença.
Rodríguez destacou que, assim como no Brasil, a decisão de uma corte superior é incontestável e endereçou um recado ao assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim.
“É importante dizer que a sentença do TSJ não é apenas na Venezuela onde está a jurisdição superior da sala eleitoral, mas também no Brasil — ouviu, senhor Celso Amorim? –, no México, nos Estados Unidos da América e no mundo inteiro. Há uma jurisdição superior”, disse Jorge Rodríguez
O Brasil, que não reconheceu o resultado da eleição venezuelana, exige a publicação das atas eleitorais, ainda não divulgadas.
Sem atas de votação, Brasil, EUA e União Europeia não reconhecem resultado
Rodríguez fez a declaração em resposta ao posicionamento de Brasil, México, e EUA, assimo como a União Europeia, que questionam a legitimidade da decisão do TSJ. A presidente do TSJ, Caryslia Rodríguez, também reafirmou a vitória de Maduro, contrariando o resultado da contagem paralela feita pela oposição que aponta Edmundo González como o verdadeiro vencedor.
A decisão do TSJ ocorreu 25 dias após a eleição, validando o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que é acusado de ser partidário do governo.
A missão do Conselho de Direitos Humanos da ONU criticou a falta de independência do TSJ e do CNE, enquanto observadores internacionais, como o Centro Carter e a Organização dos Estados Americanos (OEA), apontaram irregularidades na eleição venezuelana e pediram a publicação das atas.
Ao contrário da Venezuela, as eleições no Brasil foram validadas por observadores internacionais e instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU).
O TSJ decidiu após uma alegada auditoria das atas eleitorais. A oposição e uma equipe de observadores da ONU afirmam que a eleição não foi democrática e que González foi o verdadeiro vencedor, com base na contagem paralela das atas.
Com informações do g1
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