Presidente do Legislativo da Venezuela propõe que Celso Amorim seja declarado persona non grata

Jorge Rodríguez acusa assessor de Lula de intromissão no processo eleitoral venezuelano

O presidente do Legislativo venezuelano, Jorge Rodríguez, iniciou um movimento para declarar Celso Amorim, assessor internacional do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, como persona non grata na Venezuela. A medida ocorre após Rodríguez acusar Amorim de interferir no processo eleitoral venezuelano e agir como suposto emissário dos interesses dos Estados Unidos.

Em um comunicado, Rodríguez questionou se a visita de Amorim à Venezuela visava realmente ajudar o país e o acusou de “mentir” e “se intrometer indevidamente” nos assuntos internos venezuelanos.

Rodríguez afirmou que a presença de Amorim na Venezuela se assemelhava mais à de um agente de Jake Sullivan, Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, do que à de um representante brasileiro, sugerindo que o assessor de Lula agiu para enfraquecer o sistema eleitoral venezuelano.

As críticas incluem a afirmação de que Amorim teria distorcido o papel do Brasil nos Acordos de Barbados, responsáveis por regular o processo eleitoral. Rodríguez refutou a ideia de que o Brasil atuava como “fiador” dos acordos, papel que ele atribui exclusivamente à Noruega, ao México, à Rússia e aos Países Baixos.

Amorim discutiu transparência eleitoral com Maduro

Em julho, Amorim se reuniu com o presidente Nicolás Maduro para discutir questões de transparência no processo eleitoral, tendo solicitado a publicação detalhada dos resultados eleitorais, promessa que, segundo Rodríguez, foi cumprida pela divulgação dos dados, embora sem os comprovantes detalhados.

A tensão escalou quando Rodríguez criticou a fala de Amorim na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Brasil, onde o assessor brasileiro teria reiterado o compromisso do Brasil com a transparência eleitoral na Venezuela.

Rodríguez declarou que a Venezuela exige respeito de seus aliados e enfatizou que qualquer tentativa de ingerência será confrontada. Em tom severo, afirmou que Amorim arrisca seu “nome à história” ao apoiar o que descreveu como uma “agressão de um império assassino” contra a Venezuela e ameaçou agir contra futuras interferências.

Com informações da CNN Brasil

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