‘Quem mexe com a Venezuela se dá mal’: polícia de Maduro publica silhueta de Lula com ameaça velada

Postagem eleva ainda mais tensão entre os dois países, que aumentou desde que Brasil vetou entrada da Venezuela no Brics

A tensão diplomática entre Brasil e Venezuela se intensificou ainda mais após uma publicação da Polícia Nacional Bolivariana, controlada pelo chavismo, que exibe a silhueta de um homem com barba e cabelos grisalhos, semelhante ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhada da bandeira do Brasil e a mensagem: “Quem mexe com a Venezuela se dá mal”.

A postagem foi publicada nas redes sociais com uma hashtag que reforça o aviso, e traz ainda a frase: “Nossa pátria é independente, livre e soberana. Não aceitamos chantagem de ninguém, não somos colônia de ninguém.” A publicação foi compartilhada no perfil de Diosdado Cabello, ministro do Interior e influente dirigente chavista.

Crise começou após suspeita de fraude nas eleições venezuelanas

A crise entre os dois países teve início após a eleição venezuelana de julho, na qual Maduro foi declarado vencedor sob acusações de fraude. A relação se deteriorou ainda mais depois que o Brasil vetou a entrada da Venezuela no Brics.

Em resposta às tensões, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano convocou seu embaixador em Brasília e criticou Celso Amorim, assessor especial do governo brasileiro, chamando-o de “mensageiro do imperialismo norte-americano”.

Além disso, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que pediria ao Legislativo que declarasse Amorim “persona non grata” devido ao seu apoio, segundo ele, ao “império agressor” contra a Venezuela. Em audiência na Câmara dos Deputados brasileira, Amorim chamou a reação venezuelana ao veto de “desproporcional, cheia de acusações ao presidente Lula e à chancelaria”.

Maduro até hoje não divulgou atas eleitorais que provariam sua vitória

Nos últimos meses, Maduro e seus aliados têm intensificado acusações contra críticos do governo, frequentemente rotulando-os como “agentes do imperialismo”. As acusações incluem a ocultação de atas eleitorais que comprovam a vitória de Maduro, segundo o regime, enquanto documentos divulgados pela oposição apontam para uma vitória de Edmundo González, que atualmente vive exilado na Espanha após ser alvo de um mandado de prisão.

Com informações da Folha de S.Paulo

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