O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinaram, nesta quinta-feira (3), dois acordos fundamentais para intensificar o combate ao crime organizado. A iniciativa visa a retomada de territórios dominados pela criminalidade e o reforço da segurança nos principais corredores logísticos e vias expressas do estado.
Com o novo pacto, Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal prestarão apoio tático e operacional às forças estaduais, informa a Folha de S.Paulo. Caberá ao governo fluminense mapear as áreas prioritárias, enquanto a União integrará inteligência, dados e capacidade operacional para garantir a eficácia das ações integradas no território fluminense.
Integração e presença permanente do Estado
A estratégia conjunta vai além de intervenções pontuais de segurança pública. O plano prevê ações profundas de inteligência territorial, financeira e patrimonial para asfixiar os recursos das facções. O grande diferencial da proposta é garantir que a retomada das comunidades venha acompanhada da instalação permanente de serviços públicos essenciais.
Para assegurar essa permanência, os Planos Táticos de Reocupação Territorial vão unir segurança, infraestrutura, desenvolvimento social e acesso à Justiça. Além disso, haverá maior integração entre os sistemas penitenciários estadual e federal, visando reforçar o isolamento de lideranças criminosas e cortar a comunicação com as bases nas ruas.
Blindagem dos corredores logísticos
Outro pilar central do acordo é o combate às atividades econômicas que financiam o crime organizado. Em cooperação com a Receita Federal, Coaf, Banco Central e agências reguladoras, serão realizadas investigações patrimoniais para identificar laranjas, bloquear bens e recuperar ativos originados de práticas ilícitas nas regiões afetadas.
Simultaneamente, o segundo acordo foca na blindagem de grandes vias e acessos estratégicos do Rio de Janeiro, como Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela e as entradas do Porto e do Aeroporto Tom Jobim (Galeão). O objetivo prioritário é coibir drasticamente o roubo de cargas, de veículos e outros crimes patrimoniais.
Tecnologia de ponta e reforço nas investigações
Para proteger esses corredores viários, as forças de segurança aplicarão tecnologias avançadas de monitoramento. O projeto inclui a instalação de cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, uso de drones e sistemas antidrones, além de centros integrados de comando para coordenar as operações em tempo real.
Nesse cenário, a Polícia Federal apoiará apurações de lavagem de dinheiro e receptação, enquanto a PRF reforçará o patrulhamento ostensivo. O compartilhamento contínuo de dados entre União e Estado permitirá mapear novos riscos e impedir a expansão das organizações criminosas para outras regiões do estado.







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