Unesp demite professor depois de 40 denúncias de assédio, racismo e misoginia

Docente foi desligado por justa causa após acusações apuradas

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) demitiu o professor Rafael Salatini de Almeida após concluir um processo administrativo que investigou mais de 40 denúncias envolvendo assédio, racismo e misoginia. O desligamento por justa causa foi oficializado no Diário Oficial do Estado em 12 de novembro.

Relatos começaram em 2024
O professor era assistente doutor no Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília. Os primeiros relatos foram encaminhados à direção da unidade em maio de 2024, quando o Centro Acadêmico de Relações Internacionais entregou um dossiê com 44 depoimentos anônimos de estudantes.

Denúncias descrevem comportamentos inadequados
Os estudantes relataram atitudes consideradas incompatíveis com a atividade docente, incluindo comentários de cunho sexual, falas misóginas e situações de constrangimento. Em um dos relatos, o professor teria perguntado a um aluno “quanto ele cobraria para a realização de sexo anal”. Em outro, questionou um estudante negro se ele “tomava banho”.

Unesp aponta conduta grave
O dossiê dos alunos afirmava que “as condutas do docente estão cada vez piores”, apesar de já serem conhecidas há anos. A universidade informou que o desligamento ocorreu por “procedimento irregular de natureza grave” e por “ato de improbidade e conduta moralmente questionável”.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading