A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte do turista argentino Alejandro Mario Ainsworth, de 54 anos, encontrado na segunda-feira (8) na Estrada da Grota Funda, Zona Oeste do Rio. Ele estava desaparecido desde a noite anterior e há indícios de que tenha sido vítima do golpe conhecido como ‘Boa noite, Cinderela’, no qual criminosos dopam a vítima para roubar seus pertences.
Segundo a polícia, o corpo não apresentava sinais de violência. Exames periciais vão determinar a causa da morte. O desaparecimento vinha sendo apurado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), até que o reconhecimento do corpo confirmou a identidade do turista.
Contas bancárias esvaziadas
De acordo com o site argentino Radio Sudamericana, a família afirmou que criminosos esvaziaram as contas bancárias de Alejandro. Movimentações financeiras suspeitas, como transferências, empréstimos e alterações de senha, começaram a ser registradas poucas horas após o desaparecimento. Ao menos US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18,8 mil) teriam sido retirados.
Câmeras de segurança do hotel em Copacabana, onde ele estava hospedado, registraram o argentino saindo às 23h44 de domingo (7). Desde então, familiares perderam o contato. Alejandro era gerente administrativo em uma rede de laboratórios, segundo suas redes sociais.
Outros casos semelhantes no Rio
Se confirmado o envolvimento do “Boa noite, Cinderela”, esta será a terceira morte de turista em pouco mais de um ano no Rio atribuída ao golpe.
- Em agosto de 2024, o jamaicano-norte-americano D’wayne Antonio Morris, de 43 anos, foi encontrado morto em Copacabana. A suspeita é que ele e um amigo tenham sido dopados por mulheres.
- Em outubro de 2024, o colombiano Manuel Felipe Martínez Mantilla, de 33 anos, assessor do governo de seu país, morreu após passar mal durante um congresso de economia. Amigos acreditam que ele também foi vítima do golpe.
- Em agosto deste ano, um universitário britânico foi filmado desacordado na Praia de Ipanema após beber uma caipirinha oferecida por golpistas. O prejuízo chegou a R$ 14,6 mil. Duas mulheres foram presas e respondem pelo crime.
Prisão em Bangu
No mesmo domingo (7) em que Alejandro desapareceu, policiais prenderam em Bangu, Zona Oeste, Gabrielle de Souza Curado, acusada de dopar um turista francês em dezembro de 2024. Uma cúmplice já está presa desde maio.
As investigações da DHC agora buscam identificar os responsáveis pela morte do turista argentino e esclarecer as circunstâncias do crime.






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