TSE não vai proibir canais de WhatsApp antes das eleições, afirma Nunes Marques

Presidente do tribunal descarta votação de proposta que restringiria canais com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao pleito

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que o tribunal não pretende bloquear canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição. Segundo ele, a proposta não está na pauta e não será discutida antes do pleito.

“Não haverá alteração alguma. Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição”, disse Nunes Marques à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O ministro também declarou que haverá apenas uma sessão do TSE antes da votação e descartou convocar um encontro extraordinário. “Ele não está na pauta, não tem pedido para que ele entre em pauta e não haverá reunião excepcional para que isso seja deliberado”, afirmou.

Minuta de Mendonça gerou debate no tribunal

A possibilidade de restringir canais ganhou repercussão depois que o ministro André Mendonça, integrante do TSE, fez circular uma minuta com o rascunho de uma eventual medida. A ideia teria sido discutida na semana anterior, durante a elaboração de regras para canais ligados às campanhas.

De acordo com Nunes Marques, Mendonça reuniu sugestões e preparou o documento, mas o tema está superado. “No que depender de mim, não será votado”, afirmou o presidente do tribunal.

A proposta poderia afetar canais de grande alcance usados por apoiadores de candidatos. Entre eles está o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones, que, segundo as informações divulgadas, reúne mais de 7 milhões de inscritos e tem mobilizado apoiadores da esquerda nas redes.

Canais de apoio a Lula e Flávio no centro da disputa

A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou representações ao TSE pedindo a derrubada do canal de Janones. O espaço já havia sido retirado do ar por decisão de Nunes Marques, mas voltou a funcionar.

Um eventual bloqueio também atingiria o “Tropa do Flávio”, canal de apoio ao senador no WhatsApp, que tem cerca de 2 milhões de inscritos. O número é inferior ao do canal ligado a Janones, e o engajamento também é descrito como menor.

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