O clima entre a Polícia Militar de São Paulo e a campanha de Lula atingiu um novo patamar de tensão às vésperas de um grande ato polític previsto para este sábado (24). O coordenador da campanha no estado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, anunciou que vai ingressar com um pedido formal para que todos os policiais militares que trabalharem na segurança do evento na Avenida Paulista mantenham suas câmeras corporais ligadas ininterruptamente e estejam devidamente identificados.
A medida surge em meio a um cenário de forte atrito político e institucional. “Não seremos intimidados pela truculência da polícia de Tarcísio. Ocuparemos a avenida Paulista para mandar ao Brasil uma mensagem de amor e de esperança”, declarou o advogado à Tatiana Farah, do UOL, reforçando a exigência de transparência por parte da corporação durante a mobilização dos apoiadores do governo federal.
Relatórios e acusações cruzadas
A escalada no atrito ocorre após a divulgação de informações pela coluna Painel, da Folha, indicando que um relatório da PM acusou a campanha de Lula, a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de obstruírem a Avenida Paulista. Segundo o documento, a situação estaria em desacordo com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que determinou que a via deveria permanecer livre para a circulação, durante ato no primeiro turno.
A irritação mútua se intensificou ainda mais com episódios recentes envolvendo abordagens policiais no interior do estado. Policiais de Piracicaba foram acusados de colocar camisetas de apoio a Lula em jovens detidos sob a suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, gerando forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores da política paulista.
Vídeo divulgado e bate-boca durante manifestação
O vídeo dos jovens presos utilizando as camisetas de campanha foi prontamente divulgado pelo senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. O episódio adicionou novos ingredientes à disputa narrativa entre a base governista estadual e os aliados do Palácio do Planalto.
Além disso, o UOL acompanhou manifestações anteriores e registrou discussões acaloradas entre organizadores de atos e policiais. A corporação exigia que os manifestantes iniciassem uma caminhada antes mesmo da chegada do presidente Lula. Enquanto os manifestantes entoavam gritos de ordem contra o governador Tarcísio de Freitas e a própria Polícia Militar, mediadores tentavam conter os ânimos no local.
Defesa rebate acusações de falsidade ideológica
No centro da polêmica, o advogado Marco Aurélio de Carvalho foi acusado por Ferraioli de ofensas e de supostamente encobrir o coronel inativo da PM Rogério Brito de Miranda. A acusação apontava que o oficial teria se apresentado falsamente como integrante do GSI durante as negociações na rua.
Marco Aurélio negou veementemente as acusações e defendeu a conduta do colega, afirmando que atuou estritamente para mediar o conflito. “Sou testemunha da lisura com que o coronel Rogério atuou. Nunca, em momento algum, ele se passou por agente do GSI. Isto não é verdade e configura, inclusive…”, pontuou o coordenador da campanha, sinalizando que a disputa jurídica e política nos bastidores de São Paulo ainda deve render novos desdobramentos.







Deixe um comentário