Trump sinaliza avanço em plano de paz no Oriente Médio antes de encontro com Netanyahu

Presidente dos EUA fala em oportunidade histórica para encerrar a guerra em Gaza, enquanto Israel mantém posição dura contra criação de Estado palestino

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que vê uma oportunidade concreta de avançar em negociações de paz no Oriente Médio. A declaração ocorre na véspera da visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca, marcada para o fim da tarde.

“Temos uma oportunidade real de registrar algo grande no Oriente Médio. Todos estão a bordo para algo especial, inédito na história. Vamos conseguir!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

Proposta de cessar-fogo e libertação de reféns

Em falas recentes a jornalistas, o presidente norte-americano disse ter elaborado um acordo com potencial de encerrar a guerra em Gaza. O plano de 21 pontos apresentado pelos EUA prevê cessar-fogo permanente, libertação de reféns israelenses ainda em poder do Hamás, retirada das tropas de Israel do território e a formação de um governo em Gaza sem a presença do grupo extremista.

De acordo com fontes diplomáticas, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair pode desempenhar papel relevante na transição política em Gaza.

Resistência israelense e balanço da guerra

Em discurso na ONU, Netanyahu criticou a decisão de países como França, Reino Unido, Canadá e Austrália de reconhecer o Estado da Palestina. Segundo ele, a medida representaria um “suicídio nacional” para Israel. O premiê reiterou que pretende “encerrar o trabalho” contra o Hamás “o mais rápido possível”, após quase dois anos de ofensiva militar.

O conflito, iniciado com o ataque do Hamás em 7 de outubro de 2023, já deixou 1.219 mortos em Israel. Do total de 251 pessoas sequestradas na ação, 47 seguem em Gaza, entre elas 25 que o exército israelense considera mortas.

Do lado palestino, a ofensiva de represália israelense causou 66.025 mortes, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamás, com dados validados também por registros da ONU.

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