Um adolescente de 15 anos ficou ferido após ser atingido por uma granada na noite desta sexta-feira (29) na comunidade da Caixa D’Água, entre as comunidades do Quitungo e da Guaporé, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio.
Segundo familiares, o jovem estava em frente de casa se preparando para sair para um lanche com parentes quando foi atingido pelo explosivo. A família afirma que a granada teria sido lançada por um drone que sobrevoava a região.
De acordo com a mãe do adolescente, ele chegou a avistar o equipamento antes da explosão. A suspeita da família é que o rapaz tenha sido confundido com traficantes por estar usando um casaco fechado com capuz.
O adolescente sofreu uma fratura exposta em uma das pernas e também teve ferimentos na outra. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde permanece internado em estado estável. Segundo familiares, ele ainda precisaria passar por cirurgia.
Região vive semana de confrontos
A comunidade da Caixa D’Água tem sido palco de sucessivos confrontos armados nos últimos dias em meio à disputa territorial entre traficantes de facções rivais. A região fica entre áreas de influência do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP).
Durante os confrontos registrados nesta semana, um homem morreu.
Em nota, a Polícia Militar informou que agentes do 16º BPM (Olaria) foram acionados após a entrada do adolescente no hospital. Segundo a corporação, o próprio jovem relatou ter sido atingido por um explosivo lançado por um drone enquanto caminhava em direção à sua residência.
O caso foi registrado inicialmente na 22ª DP (Penha) e será investigado pela 38ª DP (Brás de Pina).
Moradores protestam por paz
Neste sábado (30), moradores realizaram um protesto na comunidade pedindo o fim da violência na região.
Com cartazes, os manifestantes cobraram medidas para proteger os moradores e denunciaram os riscos enfrentados pela população em meio aos confrontos armados. Entre as mensagens exibidas estavam frases como “Parem de bombardear nossas crianças” e “Deixem nossas crianças brincarem em paz”.
A manifestação ocorreu menos de 24 horas após o adolescente ser ferido e reuniu moradores preocupados com a escalada da violência na comunidade.





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