O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou a publicação de um comunicado para reconhecer o resultado da eleição presidencial brasileira de domingo (25), depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado, contestou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu a anulação do pleito. A informação é de Patrícia Campos Mello, na Folha de S.Paulo.
O Departamento de Estado norte-americano já havia preparado um rascunho da manifestação, seguindo o procedimento habitual adotado em eleições realizadas em diferentes países. No entanto, a publicação foi suspensa por orientação para que o governo avaliasse a situação após as declarações de Flávio.
Flávio Bolsonaro questionou resultado da eleição
Na noite de domingo, Flávio afirmou, em entrevista, que não reconhecia a vitória de Lula e alegou a existência de irregularidades relacionadas à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação. O candidato do PL usou o argumento para defender a anulação do resultado eleitoral.
Questionada sobre o assunto, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não informou quando o comunicado será divulgado. Até o momento, não há previsão oficial para a manifestação do governo Trump sobre a eleição brasileira.
EUA adotaram postura diferente em 2022
A demora contrasta com a reação do governo norte-americano nas eleições de 2022. Na ocasião, sob a presidência de Joe Biden, os Estados Unidos estiveram entre os primeiros países a parabenizar Lula pela vitória, em um contexto de acusações de fraude eleitoral feitas pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão de adiar a manifestação também chama a atenção diante da reação de governos de direita da América Latina. Presidentes e lideranças políticas da região, inclusive aliados de Trump e figuras próximas à família Bolsonaro, já cumprimentaram Lula pela vitória em publicações nas redes sociais.
Reconhecimento de líderes de direita da América Latina
Entre os nomes que reconheceram o resultado estão Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e José Antonio Kast, do Chile. Ambos são identificados com a direita e mantêm proximidade política com a família Bolsonaro, o que torna suas manifestações relevantes no contexto da reação internacional ao resultado brasileiro.
Na América Latina, os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, ainda não haviam se pronunciado sobre a eleição até o momento do relato.
Trump também se cala sobre eleição na Sérvia
A ausência de um comunicado norte-americano não se restringiu ao Brasil. O governo Trump também não divulgou uma manifestação sobre a eleição na Sérvia, realizada na noite de domingo, na qual o primeiro-ministro Aleksandar Vucic, aliado do presidente dos Estados Unidos, foi derrotado.







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