A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), presidente da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), criou uma central para receber denúncias de trabalhadores que afirmem sofrer perseguição política no emprego. O canal começou a funcionar nesta terça-feira.
As reclamações podem ser enviadas pelo WhatsApp, no número (21) 96432-0325. Segundo a parlamentar, os relatos serão encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT), responsável por apurar possíveis irregularidades.
A iniciativa foi anunciada após o gabinete da deputada receber uma série de queixas sobre assédio eleitoral no ambiente profissional. Balbi defende que a fiscalização desse tipo de conduta não se limite aos períodos de campanha.
Caso envolvendo supermercado motivou debate
A criação do canal ocorre após uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio contra o supermercado Zona Sul. Na semana anterior, a rede foi proibida de enviar mensagens eleitorais a funcionários.
Antes do segundo turno presidencial, a empresa havia distribuído uma carta que criticava o “cenário político” do país e pedia “mudança”. A juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco considerou que a mensagem configurava assédio eleitoral e determinou que o supermercado se retratasse.
O descumprimento da ordem pode resultar em multa diária de R$ 500 mil. A decisão reforçou a discussão sobre os limites da manifestação política de empregadores quando dirigida a trabalhadores em uma relação marcada pela desigualdade de poder.
Deputada pede fiscalização além do período eleitoral
Balbi também relacionou o aumento das tensões nas relações de trabalho à aprovação e ao início da implantação do fim da escala 6×1. Para a deputada, denúncias de pressão política devem ser acompanhadas independentemente do calendário eleitoral.
“O voto é um direito, e a classe trabalhadora não pode ficar refém de patrão que tenta impor sua posição política pela ameaça do desemprego”, afirmou.







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