Trump concede perdão e manda soltar George Santos, ex-deputado filho de brasileiros

Republicano justificou a decisão alegando “má conduta” no tratamento do ex-congressista, que cumpria pena de mais de sete anos nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (17) que decidiu comutar a pena do ex-deputado George Santos, filho de brasileiros, condenado a mais de sete anos de prisão por fraude e roubo de identidade. A decisão foi comunicada pelo próprio Trump em uma postagem no Truth Social, sua rede social.

“George Santos era um tanto ‘bandido’, mas há muitos bandidos em todo o país que não são forçados a cumprir sete anos de prisão”, escreveu o presidente. “George está em confinamento solitário há longos períodos e, segundo todos os relatos, tem sido terrivelmente maltratado. Por isso, acabei de assinar uma comutação, libertando George Santos da prisão, IMEDIATAMENTE. Boa sorte, George, tenha uma ótima vida”, completou.

Ex-deputado estava preso em Nova Jersey
De acordo com o Departamento Federal de Prisões dos EUA, Santos estava cumprindo sua pena na Instituição Correcional Federal de Fairton, localizada no sul do estado de Nova Jersey. Ele havia se rendido em 25 de julho deste ano para cumprir 87 meses de prisão, após uma série de condenações relacionadas a crimes financeiros.

Pedido de perdão e declarações anteriores
Em entrevista ao jornal Al Arabiya English, em 2024, Santos havia revelado que pediu um indulto presidencial a Trump, mas acreditava que seu pedido “nunca chegou ao presidente”. “Acho que foi bloqueado pelos guardiões antes de chegar até ele”, afirmou na época.

Condenação e confissão de culpa
O ex-congressista, de 37 anos, se declarou culpado em agosto de 2024 por acusações de fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Os crimes ocorreram durante sua campanha eleitoral de meio de mandato em 2022. “Lamento profundamente minha conduta. Assumo total responsabilidade por minhas ações”, disse Santos durante a audiência judicial.

A decisão de Trump de libertar George Santos reacende o debate sobre o uso político dos perdões presidenciais e pode gerar novas repercussões no cenário eleitoral americano.

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