Uma peça que aparenta ser parte da tromba de um elefante asiático foi apreendida pela Polícia Federal em um antiquário localizado no Centro do Rio de Janeiro nesta terça-feira (9). O caso chamou a atenção das autoridades por envolver um item que pode estar relacionado ao comércio de espécies animais sujeitas a rígido controle internacional.
A ação ocorreu após a PF receber informações sobre a possível comercialização do objeto, relata o site g1. Durante a fiscalização realizada no estabelecimento, os agentes verificaram que não havia documentação considerada adequada para comprovar a origem lícita da peça, sua eventual importação regular ou autorização emitida pelos órgãos competentes.
Investigação em andamento
Diante dos indícios de irregularidade, a Polícia Federal decidiu apreender o material para preservar provas e aprofundar as investigações. A peça será submetida a uma análise pericial especializada, que deverá determinar se o objeto realmente pertence a um elefante asiático, além de identificar outras características relevantes para o caso.
Os peritos também deverão auxiliar na definição da procedência do material e de possíveis circunstâncias relacionadas à sua circulação no mercado.
Possíveis crimes
Além da apreensão, a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar, em tese, a prática dos crimes de contrabando e receptação. Outros delitos eventualmente identificados ao longo da investigação também poderão ser incluídos na apuração.
Segundo a corporação, o objetivo é esclarecer a origem da peça, verificar como ela teria ingressado em território brasileiro e reconstruir toda a cadeia de posse do objeto. Os investigadores também pretendem analisar eventuais documentos ligados à importação e as circunstâncias em que a peça estava exposta ou teria sido colocada à venda no antiquário.
Controle internacional
O objeto apreendido aparenta ser parte de um animal silvestre exótico sujeito a normas internacionais de controle de comércio. Por esse motivo, a ausência de documentação adequada chamou a atenção das autoridades e motivou a adoção das medidas investigativas.
Até a conclusão da perícia, a Polícia Federal não confirmou oficialmente a espécie do animal nem a origem definitiva da peça apreendida.






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