Três anos depois de destruir o programa Mais Médicos, que em dois anos de existência havia contratado 18.240 profissionais para atuar em 4.058 municípios – 72,8% das cidades brasileiras – e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), Jair Bolsonaro anunciou ontem um arremedo com apenas 529 contratações.
Um programa original teve de contratar quase 12 mil médicos de Cuba, porque profissionais brasileiros se recusavam a trabalhar em áreas remotas ou pobres.
O novo programa foi criado por Bolsonaro em agosto de 2019, mas nunca saiu da promessa. A verdade é que, com a extinção do Mais Medicos, na prática, por preconceito ideológico do governo e por pressão das entidades de medicina, 53 milhões de brasileiros deixaram de ter direito à assistência básica de saúde em todo o país.
O governo desejava convocar os primeiros profissionais no primeiro ano de mandato de Bolsonaro e enterrar o Mais Médicos, criado em 2013, no governo Dilma Rousseff (PT).
O Ministério da Saúde estima que em três anos irá acabar com o programa antigo e manter cerca de 16 mil profissionais contratados no Médicos pelo Brasil. Ou seja, só haveria Mais Médicos no próximo governo, que pode ser tanto de Bolsonaro quanto de Lula.
Durante evento sobre a contratação dos primeiros profissionais do Médicos pelo Brasil, Bolsonaro fez críticas ao PT, a Mandetta e ao governo cubano.
“Grande parte deles [os médicos cubanos] não tinha qualquer qualificação”, disse o presidente.






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