TRE-RJ recomenda que eleitor leve ‘cola’ para agilizar votação e evitar filas

Mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar em mais de 5 mil locais no estado; Tribunal distribuiu mais de 1 milhão de modelos para anotação dos candidatos

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, reforçou, na manhã deste domingo (4), a recomendação para que os eleitores levem uma “cola” com os números dos candidatos escolhidos. A medida, segundo ele, é importante para tornar a votação mais rápida e reduzir a possibilidade de formação de filas nas seções eleitorais.

A orientação ganha importância diante do tamanho da operação montada para o primeiro turno das eleições de 2026. Mais de 12 milhões de eleitores devem comparecer a mais de 5 mil locais de votação em todo o estado. Neste ano, cada eleitor precisa escolher representantes para cinco cargos, incluindo dois candidatos ao Senado.

“Nas últimas semanas, repetimos exaustivamente três mensagens. A primeira é a necessidade de preparar uma cola com o número de seus candidatos, para evitar a formação de filas, quase inevitáveis em um dia como hoje. Selecionamos mais de 1 milhão de colas de votação para os eleitores e eleitoras preencherem com o número dos candidatos de sua preferência”, disse Mello Tavares.

As declarações foram dadas em entrevista na sede do TRE-RJ, pouco antes da abertura das urnas. O tribunal também promoveu campanhas para orientar os eleitores sobre a votação e alertar para a necessidade de verificar previamente possíveis alterações nos locais onde estão cadastrados.

Mudanças atingem 61 cidades

De acordo com o presidente do TRE-RJ, 277 locais de votação foram modificados por diferentes razões em 61 municípios fluminenses. As mudanças impactam aproximadamente 160 mil eleitores.

“Foram alterados 277 locais de votação por motivos diversos, em 61 cidades, impactando cerca de 160 mil eleitores.”

Por isso, o tribunal reforçou nos últimos dias a recomendação para que o cidadão consulte seu local de votação antes de sair de casa. A medida busca evitar deslocamentos desnecessários e problemas durante um domingo marcado por uma grande movimentação de eleitores em todo o estado.

TRE retirou locais de áreas consideradas de alto risco

Parte da estratégia deste ano está relacionada à segurança. Segundo o presidente do tribunal, 72 locais de votação foram retirados de áreas consideradas de alto risco e sob controle de milicianos. A mudança envolve 202 mil eleitores.

“Retiramos 72 locais de votação de áreas de alto risco, controladas por milicianos. É importante destacar a necessidade de que esses eleitores possam votar com tranquilidade e livres de qualquer tipo de interferência criminal. São 202 mil eleitores que, desta vez, poderão votar tranquilos e livres de qualquer tipo de interferência criminal.”

O trabalho, conforme explicou, contou com uma força-tarefa envolvendo setores de inteligência, forças de segurança, Procuradoria-Geral Eleitoral e instituições responsáveis pelo enfrentamento às milícias e ao crime organizado.

O presidente do TRE-RJ destacou que o planejamento busca assegurar não apenas o funcionamento das urnas e das seções, mas também a liberdade do voto, especialmente em regiões nas quais a atuação de grupos criminosos poderia representar ameaça ao eleitor.

Operação prevê ocorrências pontuais

O tribunal considera natural que uma eleição dessa dimensão registre problemas isolados ao longo do domingo, incluindo substituição de urnas eletrônicas e filas em determinados locais. A avaliação é de que a estrutura foi preparada para responder rapidamente às ocorrências.

“Uma eleição num estado grande e complexo como o Rio de Janeiro é uma operação logística desafiadora. Mas tudo foi minuciosamente planejado para garantir o êxito da operação.”

Ao encerrar a entrevista, o presidente do TRE ressaltou que todo o aparato tem como objetivo assegurar a participação popular e a representatividade das instituições.

“A democracia representativa que celebramos hoje depende de nós, da participação, para reproduzir nas instâncias de poder os anseios de uma sociedade diversa como a nossa.”

“Hoje é o dia da festa da democracia. Vamos festejar.”, pregou Cladio de Mello Tavares.

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