Garotinho (Republicanos) reagiu nesta segunda-feira (5) às consequências da desistência da ação que mantinha sua candidatura ao governo do Rio em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A retirada do recurso provocou uma reviravolta no resultado da eleição: com os votos do ex-governador definitivamente fora da contagem dos válidos, Douglas Ruas (PL) alcançou maioria suficiente para ser eleito governador no primeiro turno.
“Em função do resultado manifestado pela população nas urnas, não me resta outra opção jurídica a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável. Que agora o povo arque com as consequências do que eles fizeram”, disse.
Ao comentar o desfecho, Garotinho afirmou que sabia das possíveis consequências de sua decisão e disse que teria adotado a mesma postura independentemente de quem fosse beneficiado pela mudança no resultado. “Teria até mais prazer se fosse com ele”, acrescentou Garotinho, referindo-se a Eduardo Paes (PSD).
Desistência muda resultado da eleição
A situação jurídica de Garotinho havia deixado o resultado da disputa pelo Palácio Guanabara em aberto na noite de domingo (4). Seus votos estavam registrados como anulados sub jAnthony udice, enquanto o recurso sobre sua candidatura ainda aguardava uma definição definitiva da Justiça Eleitoral.
Nesse cenário, a apuração havia apontado a realização de um segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes. Ruas terminou à frente na votação contabilizada inicialmente, com 49,30% e 4.251.047 votos, contra 42,72% e 3.683.640 votos de Paes.
A desistência do recurso por Garotinho, porém, retirou a possibilidade de seus votos serem posteriormente incorporados ao universo dos votos válidos. Com a redução dessa base de cálculo, Ruas ultrapassou a barreira de 50% dos votos válidos exigida para a vitória em primeiro turno.
Garotinho diz que decisão não teve lado
A declaração do ex-governador busca afastar a interpretação de que a retirada da ação teria sido feita especificamente para favorecer o candidato do PL. Ao afirmar que tomaria a mesma decisão caso Paes estivesse na liderança, Garotinho sustenta que a iniciativa não dependeu do beneficiário eleitoral.







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