A morte do menino Bento Costa Petillo Bezze, de apenas 12 anos, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (1º). A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o tiro que atingiu o garoto enquanto ele brincava em uma quadra de condomínio na Pavuna, Zona Norte da capital, partiu de uma festa em comemoração ao aniversário de um chefe do tráfico da região.
Segundo informações divulgadas pelo g1 e apuradas pela TV Globo, a comemoração seria do traficante Douglas Oliveira dos Santos, conhecido como Palmeiras, apontado como liderança criminosa da comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira. A distância entre a comunidade e o condomínio onde Bento foi atingido é de aproximadamente dois quilômetros.
Investigação em andamento
O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca esclarecer a origem do disparo que matou a criança.
Moradores relataram que, durante a festa realizada na comunidade, diversos tiros teriam sido disparados. A principal linha de investigação é verificar se um desses disparos pode ter alcançado a área residencial onde Bento brincava na tarde de domingo (31).
Até o momento, a polícia não divulgou conclusões sobre a origem da bala que atingiu o menino.
Menino foi atingido diante do irmão
Bento brincava na quadra do condomínio localizado na Rua Capitão Gouveia quando foi atingido por um tiro na região do tórax. O irmão dele, de 13 anos, presenciou toda a cena.
A vítima foi socorrida e levada para uma unidade de saúde em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos.
O corpo foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) nesta segunda-feira.
Família lamenta a tragédia
Abalados, familiares descreveram Bento como uma criança alegre, carinhosa e cheia de vida. O tio do menino, Daniel de Castro, acompanhou o pai durante os procedimentos após a morte.
Segundo ele, o garoto era muito querido por todos e não merecia o destino trágico que teve.
Bento morava com a mãe e os irmãos de 13 e 18 anos. Gostava de jogar futebol e passar o tempo brincando com os amigos no condomínio.
Comunidade em choque
A morte do menino gerou forte comoção entre moradores da Pavuna. Segundo relatos, o condomínio costumava reunir diversas crianças aos fins de semana, principalmente nas áreas de lazer.
A tragédia reacende o debate sobre os impactos da violência armada em regiões próximas a comunidades dominadas por facções criminosas e sobre os riscos causados por disparos efetuados sem qualquer controle.





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