Tarcísio e Haddad reeditam disputa pelo governo de SP

Governador tenta reeleição com alta aprovação, enquanto petista aposta em legado na Fazenda

A eleição para o governo de São Paulo em 2026 deve repetir o confronto entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O petista foi oficializado como pré-candidato na última quinta-feira (19), em evento realizado em Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, reduto histórico do partido.

Os dois já disputaram o segundo turno em 2022, quando Tarcísio venceu com 55,3% dos votos. Agora, voltam ao cenário eleitoral em posições mais consolidadas: o atual governador chega com índices positivos de aprovação, enquanto Haddad se apresenta com o respaldo de sua gestão à frente do Ministério da Fazenda.

Em 2022, Tarcísio era considerado um nome novo na política eleitoral e enfrentou críticas por ser visto como “forasteiro”, por não ter trajetória política no estado. Com o apoio do então presidente Jair Bolsonaro, cresceu ao longo da campanha e virou o jogo após um início em desvantagem nas pesquisas.

Quatro anos depois, o governador aparece liderando os cenários de intenção de voto e consolidado como uma das principais lideranças da direita nacional, especialmente após a inelegibilidade de Bolsonaro. Sua gestão tem como marcas a agenda de privatizações — incluindo a desestatização da Sabesp — e uma política de segurança pública mais rígida.

Já Haddad entra na disputa após um período de reabilitação política. Derrotado nas eleições municipais de 2016 e presidenciais de 2018, ele ganhou protagonismo ao ser escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a economia.

No cargo, Haddad articulou a aprovação de medidas relevantes, como o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, além de apresentar indicadores econômicos positivos, como controle da inflação e redução do desemprego. Sua atuação também ampliou o diálogo com setores do mercado financeiro e do Congresso.

Para 2026, a campanha deve girar em torno da comparação entre gestões. Tarcísio pretende destacar resultados administrativos e obras realizadas no estado, enquanto Haddad deve focar em críticas à condução do governo paulista e na defesa de sua política econômica no plano federal.

O embate também tende a manter o tom de polarização nacional, com temas como economia, segurança pública e democracia no centro do debate eleitoral no maior colégio eleitoral do país.

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