Um episódio inusitado e alarmante ocorrido na madrugada de terça-feira (15) gerou preocupação entre moradores de um prédio residencial na Rua do Fialho, no bairro da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, um drone com câmera foi visto voando dentro do apartamento do taxista e guia de turismo Eduardo Sinfronio, no sexto andar do edifício, por volta das 4h da manhã.
— Tinha câmera, ele deve ter filmado a mim e a minha esposa. Quando acendi a luz ele saiu pela janela. Foi uma cena muito constrangedora — relatou Eduardo, ainda abalado com o ocorrido. A esposa, igualmente surpresa, classificou o episódio como “desrespeitoso e invasivo”.
Sem saber quem operava o equipamento ou qual era sua finalidade, o morador acionou o síndico do prédio, Carlos Correia, mas informou que ainda não conseguiu registrar um boletim de ocorrência, alegando falta de tempo devido à rotina de trabalho.
A notícia rapidamente circulou pelo grupo de WhatsApp dos moradores e levou a administração do condomínio a emitir um comunicado oficial. O aviso foi afixado nos elevadores e corredores do prédio e recomenda que os moradores adotem medidas preventivas, como manter as janelas e cortinas fechadas durante a noite, além de comunicar qualquer movimentação suspeita imediatamente à portaria.
— Foi a primeira vez que recebemos um relato assim. Mas já tivemos boatos de que drones estariam sendo usados para entregas de drogas aqui na Glória. Vamos verificar se havia alguém na rua operando o aparelho — declarou o síndico, que também reside no edifício.
O condomínio conta com câmeras de segurança, cujas imagens deverão ser analisadas nos próximos dias para tentar identificar a origem e o trajeto do drone. A administração também sugeriu aos moradores a instalação de redes de proteção nas janelas como medida adicional de segurança.
A hipótese de uso de drones para práticas ilegais na região, como o transporte de drogas, não é descartada. O síndico mencionou que, no passado, a presença constante de viaturas policiais nas imediações das ruas do Fialho e Santa Cristina era um fator de dissuasão para atividades suspeitas, mas essa vigilância se tornou mais esporádica nos últimos tempos.
O caso acendeu um alerta não apenas para a segurança do condomínio, mas também para os limites do uso de tecnologia em áreas residenciais. Em tempos em que a privacidade já é constantemente ameaçada, a presença de um drone dentro de um ambiente doméstico representa um novo e preocupante tipo de invasão.






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