Uma mulher e duas crianças, entre elas um bebê de 11 meses, foram encontradas mortas no apartamento onde moravam no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
O marido, Alexander da Silva, de 49 anos, foi preso pelo crime ao voltar ao condomínio onde a família morava na manhã desta sexta-feira. Ele foi agredido e amarrado por vizinhos, que o detiveram e chamaram policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).
Os corpos foram encontrados na madrugada. Duas das vítimas, a mulher e uma menina de 12 anos, tinham marcas de tiro e o bebê foi asfixiado. Ainda não se sabe o que motivou os homicídios.
As vítimas são Andréa Cabral Pinheiro, de 27 anos, seu filho Matheus Alexander Cabral Pinheiro da Silva, de 11 meses, e a enteada Maria Eduarda Fernandes Affonso da Silva, de 12 anos.
Andrea e seu filho Matheus, de 11 meses, não moravam no condomínio onde foram mortos. Segundo informações passadas pelo irmão da vítima aos funcionários do prédio, ela teria vindo ao Recreio apenas para vacinar a criança.
— Não sabemos o motivo, mas ela passava períodos aqui, às vezes de 15 dias — explica Ana Paula Cardoso, síndica do condomínio.
Ontem, por volta de 12h, o irmão de Andrea chegou ao condomínio, que fica na Avenida das Américas, atrás de informações. Segundo ele, a última vez que Andrea falara com a família havia sido na noite anterior, o que o levou a estranhar a situação, já que mantinham contato direto.
Sem conseguir resposta de ninguém ao bater na porta e interfonar para o apartamento, o irmão da vítima buscou a 42ª DP (Recreio). Lá, foi instruído a buscar por um chaveiro e tentar entrar no local.
Após entrar no local, Andrea e Maria foram encontradas com marcas de tiro. As duas estavam na mesma cama. Já o bebê Matheus estava morto em seu berço, sem sinais de que tenha sido baleado.
O último registro de Alexander no condomínio antes de o crime ser descoberto é por volta das 8h de quinta-feira, quando saía de carro. Ele voltou ao local na manhã de hoje, quando foi detido e amarrado por moradores, que acionaram a polícia.
— Isso foi uma tragédia anunciada. Esse principal suspeito é uma pessoa que já tem uma ficha criminal, já é suspeito de um outro crime, que até o momento não foi julgado, desde 2009. Ele foi piscineiro aqui há alguns anos, mas depois ele foi desligado por responder a um processo criminal. Os moradores ficaram sabendo e fizeram uma pressão para ex-síndico tirá-lo. Mas ele começou a se relacionar com a ex-esposa, e depois que ela morreu, ficou morando aqui com a menina, porque o apartamento foi herdado pela filha — conta Ana Paula.
João Galindo, de 26 anos, morador do condomínio, conta que muitos vizinhos estranhavam o comportamento do suspeito pelo crime, mas que nunca imaginavam que seria capaz de matar a família.
O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Acionada, a polícia ouviu testemunhas no local e imagens de câmeras de segurança foram pegas para serem analisadas.
Com informações do Extraonline.





