O Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou à plataforma Bluesky a remoção de perfis falsos que utilizavam o nome do tribunal. O pedido foi feito administrativamente dentro da própria plataforma, sem necessidade de ação judicial. O STF demonstrou preocupação com a possibilidade desses perfis falsos confundirem os usuários e contribuírem para a disseminação de desinformação, simulando ser o canal oficial da Corte, segundo informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.
Um exemplo de desinformação envolveu uma conta fake que circulou no Bluesky e em grupos de WhatsApp, alegando falsamente que o Partido dos Trabalhadores (PT) havia sido incluído pelo ministro Alexandre de Moraes na lista de investigados do tribunal pelo uso de VPN após o bloqueio da plataforma X (antigo Twitter). Essa afirmação era baseada em uma deturpação da decisão de Moraes, que bloqueou o X por descumprimento de ordens judiciais e alertou que o uso de VPNs para acessar a rede social resultaria em multas, mas não houve qualquer investigação envolvendo o PT.
Após o bloqueio do X, a Bluesky registrou um aumento significativo de usuários, ultrapassando a marca de 1 milhão de novos cadastrados no Brasil, tornando-se uma das alternativas populares em meio ao confronto entre Elon Musk e o STF.
“Agora este é um aplicativo brasileiro”, escreveu a Bluesky no último sábado (30), diante do intenso tráfego de brasileiros. A rede social foi fundada em 2019 por Jack Dorsey, ex-CEO do antigo Twitter.
Conforme informou o jornal, os novos usuários da plataforma vêm relatando problemas com instabilidade e lentidão do aplicativo.
A Bluesky tem uma lógica parecida à do antigo X, permitindo o compartilhamento de fotos, textos e a publicação de posts com 300 caracteres.
Conforme informou o blog, a suspensão do X no Brasil por decisão de Moraes derrubou por tabela as contas de sete dos 11 ministros da Corte, que juntos tinham 3,9 milhões de seguidores na rede social.
Moraes tinha 1,1 milhão de seguidores na rede e era o segundo mais popular na rede, atrás apenas de Flávio Dino, com 1,2 milhão.





